Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

O queixume.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 20:35
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

The Great Pretender

 

 

"We are living in perilous economic times. Turn on the TV news and you see the return of a crisis that never really went away. Greece on the brink; the survival of the Euro in question. Faced with this, I have a clear task: to keep Britain safe. Not to take the easy course - but the right course. Not to dodge responsibility for dealing with a debt crisis - but to lead our country through this to better times"

 

David Cameron

O projecto europeu não passa de um sonho antigo que se transformou numa enorme mentira presa por arames à custa de uma moeda moribunda. Não valerá a pena acabar já com esta gigantesca farsa?

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publicado por JFC às 12:30
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

A crise, e a fuga para os populismos.

 

A semana passada foi rica em acontecimentos muito preocupantes: o peso real da extrema-direita na Holanda, e o aumento do peso eleitoral da extrema-direita em França.

Ora, pensarmos que em 2012, (mais de meio século depois, do fim da 2ª Guerra Mundial), ainda há uns quantos tipos, (daqueles que rezam diariamente pela “alma” do “senhor do bigode”), que fazem cair governos, ou que representam cerca de um quinto da vontade eleitoral dos franceses, é algo preocupante e assustador.

O fantasma adormecido acordou, e a Europa não tem uma resposta de combate a estes fenómenos.

Pior, no próximo dia 6 de Maio, a Grécia vai a votos, e prevê-se que, somados, os partidos populistas ultra-nacionalistas dos extremos políticos, representem 60% da vontade dos gregos. Ora, ninguém acredita naturalmente que os gregos queiram ser governados por loucos histéricos de bigode. Pergunto, porque é que então, por toda a Europa, o papel real da extrema-direita tem crescido desta maneira?

A resposta é simples: os partidos ditos moderados, sejam eles conservadores, socialistas, sociais democratas ou democratas-cristãos, estão de tal forma absorvidos por uma agenda que poucos sabem explicar, que deixam esse papel para os partidos dos extremos.

Estes partidos dão voz,  explorando, e usando os problemas reais das pessoas de forma utilitária e em proveito partidário. E é isto que os partidos moderados europeístas têm que combater: a distância cada vez maior que têm com as pessoas, que têm com o eleitorado.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 18:25
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

O paradigma da Esquerda.

A Esquerda tem duas características muito típicas: a primeira, é que é arrogante do ponto de vista cultural e político em não admitir mais nada se não o seu próprio ponto de vista; a segunda é que assume factos e coisas como verdades colectivas sem comprovação material.

Um exemplo disto, tem sido a recorrente e permanente crítica, que a Esquerda tem feito ao rumo que a Europa, enquanto espaço de valores, de modelo de sociedade, de perspectivas e objectivos (tendencialmente) comuns tem seguido. Em particular no que aos líderes europeus diz respeito, e às suas políticas de redução da despesa e divida públicas.

Ouve-se com frequência por aí, que há uma minoria europeia que quer impor o seu modelo democrático, político e social a uma maioria aparentemente enganada e defraudada. Urge a pergunta, mas algum dos líderes europeus chegou ao poder por um golpe de Estado?! Por um golpe militar?! Ou através de um outro qualquer processo de aquisição ilegítima e ilegal do poder?! Claro que não! Os líderes europeus foram eleitos democraticamente (ainda que na Grécia e em Itália não tenha sido estritamente assim), isto é, foram sufragados com as suas propostas e as suas ideias pelos respectivos eleitores. Convém não fantasiar sobre os resultados das eleições.

De repente parece que estes iluminados confundem a União Europeia com a Guiné-Bissau.

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publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 23:25
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Sexta-feira, 2 de Março de 2012

A crise das lideranças europeias, a deterioração da Democracia, e a solução para o Federalismo.

 

A Europa. Este velho continente, berço da Democracia, este espaço multicultural fascinante e tão inspirador para muitos ao longo dos séculos, está hoje de rastos. Velha e lenta, a Europa tem enfrentado as crises (económicas, financeiras, sociais e políticas) do nosso tempo depois das crises. Isto é, a Europa tem agido sempre em resposta e nunca em prevenção. Urge mudar este paradigma. Este é um primeiro problema.

Segundo problema. A Europa é hoje um barco à deriva que se tem permitido ao experimentalismo político-partidário sem excepção, e sem memória. Vive-se uma crise de lideranças europeias sem precedente, e, muito se deve à elasticidade ideológica (nalguns casos até, à ausência ideológica), dos líderes europeus e dos mesmos partidos políticos (os relevantes claro está, aqueles que formam o PPE e o PSE). É certo que, sem o distanciamento histórico e temporal suficientes para uma abordagem justa deste problema, acabamos por ser injustos, mas é o que é possível. E, sobre esta matéria esperemos para ver se a História nos dá ou não razão. Ora, a falta de memória da 2ª Guerra Mundial pode, por um lado, explicar o fosso e a enorme diferença entre aqueles líderes europeus que a tinham, e os actuais que não a têm.

Falemos concretamente da chanceler alemã Angela Merkel. É clara a diferença de liderança entre a Sra. e os anteriores líderes alemães (não contado claro com Gerhard Schroeder, também ele sem memória da Guerra) no que à Europa e à União Europeia diz respeito. Mais, a Sra. tem um contacto com a ideia de uma Europa solidária e unida muito recente. Mais recente até do que aquela que se tem em Portugal por exemplo. Afinal, Angela Merkel teve mais contacto em vida com aquilo que em lugar nenhum do Mundo será uma Democracia (RDA) do que com esta, e, consequentemente com uma ideia comum, e com um projecto comum para a Europa. A Alemanha de Angela Merkel é radicalmente distinta da Alemanha de Helmut Kohl, facto que, no limite até nos poderia parecer estranho já que tanto uma como o outro foram líderes do partido democrata-cristão alemão. E, quando afirmo isto, faço-o em particular no que à actual crise europeia diz respeito. Mais, a crise da liderança alemã da Europa é tão clara e óbvia que mesmo dentro do Governo Alemão há quem contrarie publicamente a Sra. Merkel. A gestão que a Alemanha tem feito do problema grego tem sido tão desastrosa como a situação orçamental grega. E isto é grave e, sobretudo, extremamente perigoso para a Democracia.

A Democracia só sobrevive a uma crise desta natureza se os actores políticos não estiverem feridos de legitimidade. Legitimidade essa que só estará assegurada com uma escolha livre e esclarecida daqueles que elegem aqueles que representam os cidadãos europeus. Ora, por mais eficácia imediatista que se pretenda com a escolha de tecnocratas para liderarem a Grécia e ou a Itália, a verdade é que, (e ainda que constitucionalmente possível/permitido), nenhum deles foi sufragado pelos respectivos eleitores, e isto mata a Democracia.

A História não se transforma, apenas se repete, adaptando-se à concreta conjuntura. Por isso, estes atropelos à Democracia, (mesmos que “bem intencionados”, e por motivos de salvação/sobrevivência económica de um País), matam-na. Pior, estes atropelos à Democracia permitem a emergência de populismos (ultra) nacionalistas de extrema direita e de extrema esquerda, que matarão no nosso tempo a Democracia como a conhecemos. Facto desde logo provado e demonstrado com os resultados eleitorais de diversa natureza de países como a Itália, a França, a Suécia, ou a Hungria. Dados preocupantes e muito perigosos. Exigem-se portanto soluções.

Se há elementos que a crise económica e financeira da Europa vieram destacar, é que o actual modelo institucional e formal europeu não dura mais tempo, sem importantes e estruturais reformas. O avanço para uma união monetária formalizado no inicio dos anos 90 em Maastricht foi um passo histórico na construção europeia, e isso já todos sabemos. O problema, é que uma união monetária sem uma união orçamental e (macro)económica real, e, sobretudo sem uma união política tout court, não passará de uma política em saco roto. A indefinição política da Europa é gritante, e por isso temos que passar à próxima fase da construção europeia: ao Federalismo.

Um Federalismo de tipo norte-americano bicameral onde, por um lado, estarão representados os Estados paritariamente (similar ao modelo do Senado dos E.U.A., onde cada Estado faz-se representar por cada dois senadores), e, por outro lado, onde estarão representadas as populações dos diversos Estados europeus proporcionalmente à sua dimensão. Uma União política real de tipo federal, não só evitaria futuros problemas como aquele que se vive actualmente, como devolveria à Europa o lugar cimeiro na cena internacional que deve ter. Não pensem que defendo, ou sequer pretendo, qualquer tipo de experimentalismo político, e tão pouco pretendo que se criem os “Estados Unidos da Europa” hoje. Mas há que aproveitar o momento de crise para começar um debate sério e prospectivo sobre o futuro político, em concreto um futuro federal para a Europa.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 22:45
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

A Europa e o caminho para o “Estado de Sítio”.

 

Esta semana foi rica em acontecimentos ditos, europeus. Destaco dois em particular: por um lado a continuação da odisseia sobre a crise da dívida soberana grega, e, por outro lado, a tomada de posição de Mariano Rajoy em suavizar e renegociar as metas para o deficit espanhol em 2012.

Comecemos pela primeira questão. A Grécia entrou num ponto de não retorno económica, orçamental e socialmente. A dívida grega é assustadora e não será reduzida com mais dinheiro ou mais empréstimos internacionais. Estes bálsamos não retardarão aquilo que para muitos já é o desfecho desta novela. A Grécia já entrou tecnicamente em incumprimento tout court e, obviamente, os credores não tolerarão mais isto. Ora, a solução para o problema grego passa sobretudo pela vontade e concretização dos compromissos assumidos por Atenas. Mas uma concretização de facto! E, em boa verdade, a Grécia e os gregos têm sido irresponsáveis nesta matéria. A solução para o problema grego não passa só pela UE, pela CE, pelo FMI, etc., etc.. Senão vejamos: cobrar impostos na Grécia é anedótico, pois simplesmente não existe! Enquanto a Grécia não perceber que se não fizer por si não sairá do "buraco" em que está, não haverá solução alguma.

Mais, a escalada de violência nas ruas de Atenas está próxima de uma batalha campal entre civis e autoridades. A descrença no ideário europeu tal como existe hoje em dia, e, sobretudo na forma como o eixo Paris-Berlim tem liderado e conduzido esta crise poderá levar a médio prazo a uma situação de catástrofe política com consequências irreparáveis. E, francamente, mais vale deixar cair da Grécia (mesmo que temporariamente) do que deixar cair o projecto de uma Europa livre, democrática, próspera e em paz.

Quanto à segunda questão, ou seja, quanto ao caso espanhol. Bastaram dois meses para que o novo Governo de direita espanhol percebesse que a solução para as suas contas públicas não passava exclusivamente por austeridade atrás de austeridade. E bem. Ora, pergunto, em Portugal será que ninguém da maioria que suporta o actual Governo ainda não percebeu que não será só assim que resolveremos o problema do país? Não nego, muito pelo contrário, subscrevo que os acordos são para ser cumpridos. Mas, cumprir um acordo só porque foi assinado para que no fim o resultado seja totalmente diferente do pretendido é no mínimo masoquista. Já que temos por hábito aproveitar a “boleia” espanhola em muitas matérias, porque não aproveitar esta também e, não pedir mais dinheiro mas pedir mais tempo?

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 17:13
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

"Europe’s Failed Course".

Portugal has met every demand from the European Union and the International Monetary Fund. It has cut wages and pensions, slashed public spending and raised taxes. Those steps have deepened its recession, making it even less able to repay its debts. When it received a bailout last May, Portugal’s ratio of debt to gross domestic product was 107 percent. By next year, it is expected to rise to 118 percent. That ratio will continue to rise so long as the economy shrinks. That is, indeed, the very definition of a vicious circle.

Meanwhile, shrinking demand and fears of a contagious collapse keep pushing more European countries toward the danger zone of unsustainable debt.

Why are Europe’s leaders so determined to deny reality? Chancellor Angela Merkel of Germany and President Nicolas Sarkozy of France, in particular, seem unable to admit that they got this wrong. They are still captivated by the illogical but seductive notion that every country can emulate Germany’s export-driven model without the decades of public investment and artificially low exchange rates that are crucial to Germany’s success.

 

 

Excelente. Vale a pena ler o Editorial de hoje do The New York Times.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 16:50
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

OS IMPOSTOS SÃO UM ROUBO!

 

Se um dia Proudhon afirmou que "a propriedade é um roubo" eu afirmo que os impostos são um roubo.

Tentarei nesta crónica diagnosticar o porquê da actual situação económica e financeira de Portugal e propor uma solução.

Comecemos pelo início. O Estado não tem dinheiro próprio, e o dinheiro que gasta não é seu, mas sim nosso. O Estado tem gasto como se não houvesse amanhã, hipotecando as gerações futuras. O Estado tem hoje um tamanho de níveis e valores pornográficos. O Estado endividou-se de forma assustadora. O Estado só sobrevive de duas formas: ou pedindo dinheiro emprestado ou criando mais e/ou aumentando mais impostos. O Estado endividou-se em nome de pessoas que ainda nem nasceram. Ora, tais factos levam à espiral em que nos encontramos hoje: ao declínio e à ruína.

O mito de que a despesa pública estimula o crescimento económico real é uma ilusão. Mais despesa pública implica mais dinheiro, e, como se sabe, esse dinheiro é nosso. Ora, se as pessoas, em razão da despesa pública ficam com menos dinheiro, significa que ficarão mais pobres.

O Estado Robin Hood é uma falácia completa. Servindo apenas para justificar os níveis absurdamente elevados de impostos.

Os Governos assumiram que podiam gastar e gastar mais dinheiro, sem na verdade o terem. Os Governos assumiram que podiam pedir dinheiro emprestado em nome de pessoas que ainda nem nasceram para manter os nossos estilos de vida contemporâneos. Ora, além de profundamente inaceitável, não estaremos já no campo da imoralidade?

Claro que sim. Mais, a imoralidade de tudo isto é tão escandalosa, que concluímos que as dívidas contraídas em nome de pessoas que ainda nem nasceram só acontece porque estas “pessoas futuras” não votam. Sob o mito de que as gerações futuras viverão num mundo melhor, o Estado está a atolá-los em dívidas de proporções incalculáveis, e a condená-los a uma vida de escravidão moderna.

De resto, e, além da imoralidade óbvia em tudo isto, os valores da dívida nacional são também extremamente perigosos do ponto de vista da coesão nacional e, sobretudo, da segurança interna. Os acontecimentos dos últimos dias na Grécia são precisamente resultado desta irresponsabilidade colectiva.

Não devemos nunca esquecer que foi a política do crédito ao desbarato que originou a actual crise financeira. E porquê? Porque (foi e) é uma política que premeia os empréstimos e castiga as poupanças.

Por outro lado, a solução para ganhar eleições é sempre a mesma: prometer o “paraíso”. Ora, e, metaforicamente falando, mesmo para construir o “paraíso” é preciso dinheiro, e, de onde é que vem o dinheiro? Do bolso dos contribuintes.

Outro grande problema nacional é o elevadíssimo número de funcionários públicos. Não nos esqueçamos que estes não criam riqueza alguma, só a consomem. É o sector privado que cria riqueza para que o Estado se venha alimentar tributando-o. Temos portanto a seguinte relação: do lado do sector privado encontramos os “produtores de impostos”, e, do lado do sector público encontramos os “consumidores de impostos”. Conclusão fácil de retirar: há demasiados “papões” do dinheiro das pessoas que não entram às 9h (atrasados) e saem as 17h (em ponto!).

O Estado “amigo do contribuinte” que, um dos partidos do actual Governo tanto repetiu na campanha eleitoral não existe. No fundo, é aquilo a que em ciência política se chama de “fraude eleitoral”.

Infelizmente, em Portugal, da esquerda à direita, não há partidos políticos com coragem para dizer tudo isto. Certamente o medo de ficarem associados com o “neo-liberalismo” dos Chicago Boys torna a classe política portuguesa como um laboratório de experiências socialistas, socialistas mitigadas ou sociais democratas. Os ditos “liberais amigos do contribuinte” do PSD e do CDS-PP, são-no apenas do discurso de púlpito, pois, uma vez no poder distinguem-se pouco das “rosas da esquerda”. Ora, quando oiço um comentador ou a oposição acusar este Governo de “neo-liberal”, pergunto-me sempre, será que esta gente sabe do que é está a falar?! Confundir aumento de impostos e a austeridade com o liberalismo é tão errático, absurdo e sobretudo inculto, como associar a Democracia a Rosseau.

Tirar dinheiro do sector privado onde é gerada a riqueza, para engordar e alimentar o sector público que a consome, é uma ideia catastrófica. O Estado não pode continuar a tirar dinheiro às pessoas tributando a riqueza que produzem, só e apenas para sustentar o número absurdo de funcionários públicos. Basta! Quanto maior for o sector público e o peso do Estado na vida da pessoas e na Economia, menor será o crescimento real da economia. Ora, esta mentira de que a despesa pública estimulará o crescimento económico está ao nível da ideia de que o comunismo traz felicidade às pessoas. São puras mentiras, que foram provadas nos últimos cem anos.

A ideia é simples: para manter o actual número de funcionários públicos, o Estado precisa de cobrar mais impostos, e, mais impostos significam menos lucros. Ora, e vontade para mudar este paradigma? O problema reside precisamente neste ponto: há demasiados grupos de interesses que se alimentam do sector público e que nunca sobreviveriam no sector privado; há todo um sistema que vive e sobrevive disto, há toda uma entourage político-partidária que só consegue pôr "pão na mesa" alimentando-se do sector público (basta lembrarmos o caso do vereador do CDS-PP da CMPorto que quando actuou no sector privado faliu!).

Não se iludam, os níveis de corrupção e tráfico de influências são os que são, porque há um sector público estupidamente grande, pouco eficaz e demasiado incompetente. Senão vejamos: se formos uma empresa privada e empregarmos um grande número de pessoas que passam o dia a preencher papéis, e que existem no sector público sem razão aparente, ficamos sem negócio, pois, outra empresa conseguirá produzir o memo produto mais barato, por não perder tempo com burocracias e formulários disto e daquilo.

Muitos estarão a pensar o pior da minha falta de sensibilidade social, em particular com os mais pobres, mas, tal relação de causa efeito não passa de pura demagogia.

Em vez de diminuir a pobreza, o Estado só consegue aumentá-la ainda mais, quando paga, a pessoas capazes de trabalhar, para ficarem em casa sem fazerem absolutamente nada, a não ser consumir dinheiro dos contribuintes que trabalham. É uma loucura pagar a adultos saudáveis para estarem desocupados a tempo inteiro.

Urgem mudanças rápidas, estruturais e, sobretudo de mentalidade na forma como qualquer pessoa se deve relacionar com o Estado e vice-versa.

Na linha de A Riqueza das Nações, o melhor que o Estado tem a fazer, é fazer o menos possível. Os impostos são um roubo e um enorme obstáculo ao crescimento. Ora, se existirem impostos mais baixos (a rondar os 15% como em Hong Kong), haverá um incentivo maior para que as pessoas façam mais dinheiro, para que a economia seja mais próspera.

Ao tributarmos as pessoas estamos a castrar o sucesso. Quanto mais altos são os impostos maior será a punição do sucesso.

Mais, para perceberem que não falo sem fundamentos, vejamos o caso dos países Bálticos. Nos anos 90 introduziram as chamadas Low Flat Taxes e viram o seu crescimento disparar para os 12% ao ano.

Se baixarmos os impostos, tornamo-nos mais atractivos do ponto de vista do investimento económico, sendo mais fácil produzir, sendo mais fácil criar emprego. Em Hong Kong não há IVA, impostos sobre mais valias, ou impostos sucessórios, e, os resultados são tão óbvios de que é este o caminho do sucesso e da prosperidade que, Hong Kong é o símbolo da prosperidade, da pobreza zero, da liberdade e da iniciativa privadas.

A conta é simples, e, por mais estranho que pareça, se baixarmos os impostos, os lucros destes aumentarão. Se reduzirmos a carga fiscal dos níveis mais elevados, teremos mais crescimento económico e maiores receitas desses mesmos impostos. Se dermos mais liberdade ao mercado, veremos o crescimento aumentar, o investimos aumentar, o emprego aumentar...

A lição a tirar é que, quanto maior for o Estado, menor será o nível e a taxa de crescimento económico nacional. O tempo dos grandes Estados morreu. A prosperidade económica não tem grande segredo; só precisamos de sabedoria e de coragem para fazer o que é preciso. Os resultados não tardariam e, em menos de um ano teríamos resultados muito positivos.

Não é a Troika, não é o FMI, não é o BCE ou a UE, é a falta de vontade e coragem políticas que nos levaram para este buraco. É o medo do “bicho papão” do mercado e do capitalismo que tem de acabar. É este socialismo mitigado que há mais de 30 anos governa Portugal que tem de acabar. Custará, mas teremos que recuar até Adam Smith para recomeçar tudo de novo.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 15:28
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Será um problema de altura?! De visão certamente.

 

Nunca tive em muito má conta Nicolas Sarkosy, mas, para quem diz ser o Presidente do "quinto país mais importante do Mundo", e de que não se pode ser candidato presidencial e Presidente em simultâneo, não deixa de recorrer à mais escandalosa demagogia quando cria a taxa "Robin Hood". Não passa de pura demagogia pré-eleitoral.

O irónico de tudo isto, é que o irónico Cameron saberá aproveitar muitíssimo bem esta triste e populista medida do governo francês.

Enquanto os iluminados franceses e alemães não perceberem que o ataque fiscal às empresas, o saque aos lucros empresariais, além de mais e mais barreiras fiscais às transacções financeiras, serão sinónimo de uma autêntica ruína económica que destruirá com o Euro.

A excessiva carga fiscal de alguns países europeus (como de resto, Portugal!) apenas afasta possíveis investimentos estrangeiros. Ora, é com o aumento e com a criação de mais impostos que o duo "Merkosy" pretende tornar o Euro, e a União Europeia um espaço económico atractivo e competitivo?

 

A resposta é simples: assim, não.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 21:42
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Ahmadinejad, o suicida. Chavez, o louco.

 

O Mundo não pára e o Irão já começou a corrida ao armamento nuclear. Enquanto isto a Europa está entretida (quase desesperadamente) a contar os últimos trocos que ainda lhe restam; e, simultaneamente os Estados Unidos estão afogados no seu próprio endividamento e em campanha eleitoral para a (re)novação da liderança política mundial (?). E o Irão já começou a corrida ao armamento nuclear.

Não foi propositadamente que terminei da mesma forma como comecei o último parágrafo desta crónica. A actual Realpolitik começa e acaba na crise nuclear iraniana.

Soubemos há poucos dias da decisão (muitíssimo bem tomada) dos MNE da União Europeia, e consequentemente dos Estados Europeus, no sentido do embargo petrolífero gradual a Teerão. Ora, apesar de bem intencionada, tal posição não deixa de ser tardia, (convém relembrar a crise entre RU e o Irão na questão do ataque à embaixada britância em Teerão, seguida da expulsão dos diplomatadas iranianos de solo britânico).

Primeiro tomada pelos EUA e depois pela UE, o embargo ao petróleo iraniano pouco vai adiantar nas relações diplomáticas entre os Aliados e a teocracia de Ahmadinejad. Não duvidem que a falida economia grega vai sentir mais com tal embargo do que a iraniana. Afinal, a primeira importa mais de metade do petróleo que consome ao Irão, e, esta como se sabe, tem a segunda maior reserva de petróleo do mundo. Conclusão, para o Irão no final do mês tais restrições serão meros acertos de contabilidade.

Ora, isto revela alguns sintomas graves da reacção presente a estas questões, além de um vazio de liderança, e, sobretudo, muita desatenção nas aulas de História do século XX.

Em suma, dados a reter: a UE, os EUA e a NATO estão a responder tardia e (demasiado) diplomaticamente à questão nuclear iraniana; e, o Irão é liderado por loucos suicidas que privam com caudilhos como o Chávez que querem desesperamente ficar na História.

Pode parecer descabida a pergunta, mas será necessária uma outra guerra para reavivar a memória histórica de alguns (e renovar a Economia Internacional)?!

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 00:48
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

And the 28th State is....

No fim-de-semana passado a Croácia foi a votos para decidir a sua entrada na UE. Tomaram essa decisão como todas as grandes decisões de um Estado devem ser tomadas: através de um referendo. O Sim à UE venceu com 66% mas as maiores atenções foram para a grande abstenção (apenas 43,4% dos eleitores votaram).

 

Este referendo era mais importante do que aquilo que podia parecer, só a mera possibilidade de o não ganhar fazia estremecer Bruxelas. Haver alguém que, mesmo com as dificuldades presentes, aceite fazer parte da União é um sinal de que ela ainda vale para alguma coisa.

Contudo os dados alteram-se. Enquanto que a nossa entrada foi um festa - sabe-se lá porquê a imagem de um porquinho a chafurdar na lama assaltou-me a cabeça - os croatas não esperam grande coisa da parte de Bruxelas. No fundo o que querem é estar sentados à mesma mesa.

 

A abstenção e Europa parecem estar interligados. Por cá, as eleições europeias, batem recordes de abstenção. Podemos tentar explicar isto apenas pelo lado "deles", ou seja, do tão falado divórcio da União Europeia com os seus cidadãos. Mas não é só isso. O desinteresse também é dos cidadãos a quem não lhe interessa o que lá se passa a não ser que algum escândalo envolvendo um Eurodeputado e uma viagem em primeira classe expluda.

publicado por Tomás Gonçalves Da Costa às 22:44
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“Os bajuladores são honrados e os homens de bem sujeitados. O mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos. Trata-se dos mesmos costumes. O que fazem os bajuladores da corte junto a estes, fazem os demagogos junto ao povo.”, Aristóteles.
democraciadasfalacias@sapo.pt

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