Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

O PS: entre a saudade e a deriva.

O Partido Socialista está saudoso de poder, e à deriva na oposição. Desta vez, as notícias vêm de lá longe: de Trás-os-Montes.

Se, formalmente, os parlamentares socialistas estão reunidos em Bragança para discutirem e debaterem o crescimento económico e o emprego; verdadeiramente, o Grupo Parlamentar do PS está reunido (qual missa de sétimo dia) para lembrar o legado do seu “querido líder”, José Sócrates.

Não pensem que estou a ser irónico, porque não é esse o meu propósito; mas, para um espectador atento e sedento de informação como eu, a verdade é que aquilo que se pode retirar destas jornadas parlamentares, são as saudades de Sócrates, os Xutos e Pontapés, e o “escritório de contabilidade” do Primeiro-Ministro. Interessante de facto. Aliás, eu não me lembraria de temas melhores para prolongar um fim de semana no campo, claro, e, como sempre, à custa dos dinheiros públicos e dos contribuintes.

O Partido Socialista está em profunda depressão. Depois de mais de uma década quase ininterruptamente no poder, os socialistas foram derrotados democraticamente e, claro está, já não se lembravam do que é ser (e fazer!) oposição.

António José Seguro é o elo mais fraco entre os actuais protagonistas partidários e, contra isso, prefere responder a comentários de comentadores políticos, do que propor alternativas políticas às propostas do actual Governo, como se espera do maior partido da oposição. Tudo isto claro, a bem da Democracia.

Na verdade, não são nem o Governo, nem o PSD ou o CDS-PP, nem mesmo o memorando de entendimento (que o PS assinou!) os maiores inimigos de Seguro, mas antes Sócrates e a sua “sombra”.

Para a História do Socialismo Português, António José Seguro será visto como um verdadeiro erro de casting, e sobretudo, como o pior Secretário-Geral da História do PS.

As saudades socialistas do poder, confundem-se com as saudades socialistas de José Sócrates, e isso, Seguro não consegue combater.

Em política, a avaliação dos governantes depende em primeira mão, da avaliação das oposições. E, as oposições em Portugal praticamente não existem. Portanto, tem este Governo que agradecer (também!) o seu nível de popularidade ao demérito das oposições. Ora, perante isto, encontro dois motivos óbvios: primeiro, a saturação partidária, isto é, há décadas que os partidos políticos são sempre os mesmos, para não falar de que aquilo que defendem e propõem para o país pouco tem mudado, e pouco se tem adaptado à actual conjuntura; segundo, os protagonistas fazem lembrar mais figuras de um qualquer museu de cera do que líderes partidários que são.

Contudo, e não querendo fazer um análise injusta, o Socialismo português está a sofrer as mesmas patologias que um certo Socialismo europeu, nomeadamente o espanhol, o francês e/ou o alemão. Esta deriva tem, quanto a mim, motivos claros e bastante particulares: primeiro, fazer oposição às medidas “contabilísticas” de combate à dívida pública criada pelo próprio Socialismo, é certamente uma tarefa difícil; segundo, o tempo das grandes figuras do Socialismo europeu acabou, e claro, deixar as lideranças dos partidos socialistas e sociais democratas, tout court, às pequenas figuras desses partidos, torna estas oposições muito fracas, e sobretudo, enfraquece a própria qualidade da Democracia europeia. Afinal o Socialismo faz falta, mas na oposição.

Se hoje o Socialismo critica aqueles a quem erradamente apelida de “neo-liberais de casino”, por estarem a reduzir o peso e a dimensão do Estado (Social), a verdade é que a causa da morte do “Estado Social”, foi o próprio Socialismo e a sua falta de rigor “contabilístico”, a sua falta de respeito e de visão no uso dos dinheiro dos contribuintes. Mais, esta arrogância cultural, (desde logo, muito típica da esquerda), que assume que o “Estado Social” (stricto sensu) é a única e melhor opção, e que tudo o que tente reduzir o papel do Estado na vida das pessoas e das empresas é obra de um “anticristo”, é algo que qualquer democrata liberal não pode admitir, nem pode aceitar sem debate.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 21:25
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

OS IMPOSTOS SÃO UM ROUBO!

 

Se um dia Proudhon afirmou que "a propriedade é um roubo" eu afirmo que os impostos são um roubo.

Tentarei nesta crónica diagnosticar o porquê da actual situação económica e financeira de Portugal e propor uma solução.

Comecemos pelo início. O Estado não tem dinheiro próprio, e o dinheiro que gasta não é seu, mas sim nosso. O Estado tem gasto como se não houvesse amanhã, hipotecando as gerações futuras. O Estado tem hoje um tamanho de níveis e valores pornográficos. O Estado endividou-se de forma assustadora. O Estado só sobrevive de duas formas: ou pedindo dinheiro emprestado ou criando mais e/ou aumentando mais impostos. O Estado endividou-se em nome de pessoas que ainda nem nasceram. Ora, tais factos levam à espiral em que nos encontramos hoje: ao declínio e à ruína.

O mito de que a despesa pública estimula o crescimento económico real é uma ilusão. Mais despesa pública implica mais dinheiro, e, como se sabe, esse dinheiro é nosso. Ora, se as pessoas, em razão da despesa pública ficam com menos dinheiro, significa que ficarão mais pobres.

O Estado Robin Hood é uma falácia completa. Servindo apenas para justificar os níveis absurdamente elevados de impostos.

Os Governos assumiram que podiam gastar e gastar mais dinheiro, sem na verdade o terem. Os Governos assumiram que podiam pedir dinheiro emprestado em nome de pessoas que ainda nem nasceram para manter os nossos estilos de vida contemporâneos. Ora, além de profundamente inaceitável, não estaremos já no campo da imoralidade?

Claro que sim. Mais, a imoralidade de tudo isto é tão escandalosa, que concluímos que as dívidas contraídas em nome de pessoas que ainda nem nasceram só acontece porque estas “pessoas futuras” não votam. Sob o mito de que as gerações futuras viverão num mundo melhor, o Estado está a atolá-los em dívidas de proporções incalculáveis, e a condená-los a uma vida de escravidão moderna.

De resto, e, além da imoralidade óbvia em tudo isto, os valores da dívida nacional são também extremamente perigosos do ponto de vista da coesão nacional e, sobretudo, da segurança interna. Os acontecimentos dos últimos dias na Grécia são precisamente resultado desta irresponsabilidade colectiva.

Não devemos nunca esquecer que foi a política do crédito ao desbarato que originou a actual crise financeira. E porquê? Porque (foi e) é uma política que premeia os empréstimos e castiga as poupanças.

Por outro lado, a solução para ganhar eleições é sempre a mesma: prometer o “paraíso”. Ora, e, metaforicamente falando, mesmo para construir o “paraíso” é preciso dinheiro, e, de onde é que vem o dinheiro? Do bolso dos contribuintes.

Outro grande problema nacional é o elevadíssimo número de funcionários públicos. Não nos esqueçamos que estes não criam riqueza alguma, só a consomem. É o sector privado que cria riqueza para que o Estado se venha alimentar tributando-o. Temos portanto a seguinte relação: do lado do sector privado encontramos os “produtores de impostos”, e, do lado do sector público encontramos os “consumidores de impostos”. Conclusão fácil de retirar: há demasiados “papões” do dinheiro das pessoas que não entram às 9h (atrasados) e saem as 17h (em ponto!).

O Estado “amigo do contribuinte” que, um dos partidos do actual Governo tanto repetiu na campanha eleitoral não existe. No fundo, é aquilo a que em ciência política se chama de “fraude eleitoral”.

Infelizmente, em Portugal, da esquerda à direita, não há partidos políticos com coragem para dizer tudo isto. Certamente o medo de ficarem associados com o “neo-liberalismo” dos Chicago Boys torna a classe política portuguesa como um laboratório de experiências socialistas, socialistas mitigadas ou sociais democratas. Os ditos “liberais amigos do contribuinte” do PSD e do CDS-PP, são-no apenas do discurso de púlpito, pois, uma vez no poder distinguem-se pouco das “rosas da esquerda”. Ora, quando oiço um comentador ou a oposição acusar este Governo de “neo-liberal”, pergunto-me sempre, será que esta gente sabe do que é está a falar?! Confundir aumento de impostos e a austeridade com o liberalismo é tão errático, absurdo e sobretudo inculto, como associar a Democracia a Rosseau.

Tirar dinheiro do sector privado onde é gerada a riqueza, para engordar e alimentar o sector público que a consome, é uma ideia catastrófica. O Estado não pode continuar a tirar dinheiro às pessoas tributando a riqueza que produzem, só e apenas para sustentar o número absurdo de funcionários públicos. Basta! Quanto maior for o sector público e o peso do Estado na vida da pessoas e na Economia, menor será o crescimento real da economia. Ora, esta mentira de que a despesa pública estimulará o crescimento económico está ao nível da ideia de que o comunismo traz felicidade às pessoas. São puras mentiras, que foram provadas nos últimos cem anos.

A ideia é simples: para manter o actual número de funcionários públicos, o Estado precisa de cobrar mais impostos, e, mais impostos significam menos lucros. Ora, e vontade para mudar este paradigma? O problema reside precisamente neste ponto: há demasiados grupos de interesses que se alimentam do sector público e que nunca sobreviveriam no sector privado; há todo um sistema que vive e sobrevive disto, há toda uma entourage político-partidária que só consegue pôr "pão na mesa" alimentando-se do sector público (basta lembrarmos o caso do vereador do CDS-PP da CMPorto que quando actuou no sector privado faliu!).

Não se iludam, os níveis de corrupção e tráfico de influências são os que são, porque há um sector público estupidamente grande, pouco eficaz e demasiado incompetente. Senão vejamos: se formos uma empresa privada e empregarmos um grande número de pessoas que passam o dia a preencher papéis, e que existem no sector público sem razão aparente, ficamos sem negócio, pois, outra empresa conseguirá produzir o memo produto mais barato, por não perder tempo com burocracias e formulários disto e daquilo.

Muitos estarão a pensar o pior da minha falta de sensibilidade social, em particular com os mais pobres, mas, tal relação de causa efeito não passa de pura demagogia.

Em vez de diminuir a pobreza, o Estado só consegue aumentá-la ainda mais, quando paga, a pessoas capazes de trabalhar, para ficarem em casa sem fazerem absolutamente nada, a não ser consumir dinheiro dos contribuintes que trabalham. É uma loucura pagar a adultos saudáveis para estarem desocupados a tempo inteiro.

Urgem mudanças rápidas, estruturais e, sobretudo de mentalidade na forma como qualquer pessoa se deve relacionar com o Estado e vice-versa.

Na linha de A Riqueza das Nações, o melhor que o Estado tem a fazer, é fazer o menos possível. Os impostos são um roubo e um enorme obstáculo ao crescimento. Ora, se existirem impostos mais baixos (a rondar os 15% como em Hong Kong), haverá um incentivo maior para que as pessoas façam mais dinheiro, para que a economia seja mais próspera.

Ao tributarmos as pessoas estamos a castrar o sucesso. Quanto mais altos são os impostos maior será a punição do sucesso.

Mais, para perceberem que não falo sem fundamentos, vejamos o caso dos países Bálticos. Nos anos 90 introduziram as chamadas Low Flat Taxes e viram o seu crescimento disparar para os 12% ao ano.

Se baixarmos os impostos, tornamo-nos mais atractivos do ponto de vista do investimento económico, sendo mais fácil produzir, sendo mais fácil criar emprego. Em Hong Kong não há IVA, impostos sobre mais valias, ou impostos sucessórios, e, os resultados são tão óbvios de que é este o caminho do sucesso e da prosperidade que, Hong Kong é o símbolo da prosperidade, da pobreza zero, da liberdade e da iniciativa privadas.

A conta é simples, e, por mais estranho que pareça, se baixarmos os impostos, os lucros destes aumentarão. Se reduzirmos a carga fiscal dos níveis mais elevados, teremos mais crescimento económico e maiores receitas desses mesmos impostos. Se dermos mais liberdade ao mercado, veremos o crescimento aumentar, o investimos aumentar, o emprego aumentar...

A lição a tirar é que, quanto maior for o Estado, menor será o nível e a taxa de crescimento económico nacional. O tempo dos grandes Estados morreu. A prosperidade económica não tem grande segredo; só precisamos de sabedoria e de coragem para fazer o que é preciso. Os resultados não tardariam e, em menos de um ano teríamos resultados muito positivos.

Não é a Troika, não é o FMI, não é o BCE ou a UE, é a falta de vontade e coragem políticas que nos levaram para este buraco. É o medo do “bicho papão” do mercado e do capitalismo que tem de acabar. É este socialismo mitigado que há mais de 30 anos governa Portugal que tem de acabar. Custará, mas teremos que recuar até Adam Smith para recomeçar tudo de novo.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 15:28
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Um Problema da Modernidade: Androfobia

Ser um Homem é ser diferente. A priori, ser um Homem engloba, entre outras coisas, não ser uma Mulher. O mesmo se passa para as senhoras - ser uma Mulher engloba, entre outras coisas, não ser um Homem. Pode parecer simples, mas nem todas as pessoas hoje em dia estão aptas para ver a diferença. Não há nada de igualitário ou democrático na virilidade. De facto, a virilidade é absolutamente anti-democrática - quando a definimos como o conjunto de qualidades que regem uma sociedade moral, sustentada no vigor, na coragem, na honra e na honestidade, vemos que não há espaço suficiente (pode tirar um ou dois fins-de-semana, no máximo), no homem viril, para a actividade masturbatória conhecida actualmente como angariação de votos. A democracia é, além de analfabetizante, (assinar com uma cruz as nossas preferências políticas é quase tão humilhante como um exame rectal) uma perversão do elemento feminino social. O concerto generelizado e compromissório é coisa que se aceita na gentil e descomplexada natureza das mulheres, aquela fábrica moral com que se mantém a paz nas sociedades e a harmonia nas famílias. Tomado em exagero, como no caso da sociedade democrática, desvirtua tanto o papel masculino como o feminino. O sufrágio universal tem apenas um efeito possível sobre os valores de bravura e virilidade que criaram a nossa civilização cristã e europeia - murcham-na. E de facto, não há paneleirice económica ou "causa social" que valha ao empreendedorismo do membro viril. O Homem.

 

(não fique o leitor mal impressionado, sou um democrata convicto, activo lutador contra a abstenção: nas últimas eleições votei em todos os partidos na lista de voto)

 

Então, se a própria política está contra aquilo que significa ser um Homem - sim, porque não basta nascer-se Homem, é preciso Ser um Homem - que dizer da Sociedade? É igualmente Androfóbica. A sociedade viril tem por fundações a relação pai-filho. Todo o jovem mancebo estremece quando pensa que vai ter de ouvir um ralhete do pai. Muitas vezes, o didático ralhete converte-se, num ataque de pia iluminação sacra, num bom par de estalos. O pior para a educação do mancebo é que a punição venha às prestações - o famoso "fizeste asneiras, meu menino, ficas de castigo no teu quarto". O jovem garboso não quer ficar no seu dormitório, onde não pode andar ao soco sujo com os colegas, ou dar beliscões nas perninhas das amigas - coisas que faz numa inocência quase cristã. Ele sabe que vai sofrer pela sua maldade, e vai sofrer a pronto - como um Homem. No entanto, a ética bancária de alguma burguesia - e mais uma vez, disfarçada de conselhos de psicólogos modernaços, a principal inimiga da virilidade, a paneleirice- parece ter convertido a Família, recinto mágico onde se endoutrina o Homem, numa sucursal do BES.

 

Sejamos justos com as crianças, e connosco - temos um quarto das habilidades técnicas que têm os nossos pais. Muitos de nós não sabem mudar uma lâmpada, fazer uma instalação eléctrica, desmontar uma árvore de Natal. A perda das habilidades técnicas, que são salutares ao espírito, devem-se à perda de contacto físico entre Pai e Filho. Separados na Galheta, afastados na Bricolage. Mas nem todas as famílias são o mesmo caso, nem o mal se prende apenas à acção maricas de alguns dos nossos pais modernos. A Televisão, a vida urbana, as delícias da vida dita "civilizada", têm um efeito terrível na produção de virilidade. Há dias um amigo queixava-se que o pai, de desconfiar dos jeitos citadinos dele, nem se sentia confortável para lhe ensinar a podar. E quem pode culpar os progenitores de se sentirem assim? Vejamos a postura de muita mancebia que por aí anda: costas curvadas, ombros descaídos, cabelo desgrunhado e figura desleixada propositada!!! (o que é, vejamos, o máximo de anti-virilidade possível) composição óssea a lembrar Auschwitz, sempre ao colo da namoradita ou a circular numa entourage de outros sodomitas iguais a ele. Os piores androfóbicos, senhores, somos nós. Se não reagirmos contra os abusos da nossa geração, seremos os últimos de uma orgulhosa raça de gente bem-humorada.

 

A Causa pela Virilidade: temos aliados políticos?

 

Não. O actual governo, apesar de se dizer de Direita ("direitinha") é contrário à virilidade. Ser viril é reagir de forma positiva às consequências dos seus actos. Este governo nunca terá coragem política para enfrentar cobardias sociais, como o aborto ou a discriminalização das drogas, ou o casamento homossexual, porque este governo é, para todos os efeitos, efeminizado.

O ataque ao tabaco é a típica coisa abichanada que um governo "direitinha" teria a ideia atrevida de apoiar. Já não falo da prometida proibição de venda de tabaco a retalho (não fora a democracia a castrar este outrora orgulhoso povo, e bastaria essa lei herética aos hábitos da comunidade para justificar um assalto ao parlamento, seguido de empalamento geral dos deputados - especialmente os da "direitinha", possivelmente mais acostumados à ideia do empalamento). Falo daquele promo publicitário em que aparecem criancinhas a falarem dos seus hábitos tabágicos com voz de gente crescida. A ideia, à primeira vista, é alertar para o facto de os putos, estando por perto, consomem fumo.

 

E o verdadeiro propósito? O verdadeiro propósito é androfóbico. O que a classe hermafrodita de pessoas que controlam a moral (ou imoral) pública quer é retroceder o Homem ao estado em que ele está mais facilmente susceptível - os seus anos de Rapaz.

São os hermafroditas os principais inimigos da sociedade viril. Trataram de pegar numa sociedade de Homens e Mulheres, e tranformaram-na numa Sociedade Comercial. Já não existe diferença oficial entre o macho e a fêmea na sociedade humana ocidental - ambos são caixas registadoras que copulam. Uma caixa registadora não educa filhos. A relação pai e filho foi a que mais sofreu com a desvirilização democrática da sociedade. Que será que um Homem pode falar com um projecto de Homem? Sobre partidos políticos? Nem pensar, se houver pudor cristão. Sobre o activismo na Amnistia Internacional, ou num movimento LGBT? Eles ainda não são a maioria de nós, e para falar em mariquices mais vale estar calado à mesa.

 

Três coisas restam a um pai que chegue cansado do trabalho, e a um filho que aguarde ansiosamente a vinda do seu mentor e amigo: Fátima (Deus e a Religião), Futebol (ou qualquer outro desporto que os una) e Fado (ou o Rancho, ou a Confraria, etc.). Exactamente o tipo de coisas consideradas pela paneleirice que nos governa desde 1974 como mesquinhices de Estado Novo. Sejam de Estado Novo ou Estado Velho, ao ritmo a que desaparecem, aí sim veremos a falta que nos fazia, num jantar cansado entre um pai e um filho, uma típica conversa de Homem.

publicado por Manuel Pinto de Rezende às 13:34
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

O Propósito.

Tudo tem o seu propósito, a sua razão de ser, o seu porquê, o seu motivo, e claro, a sua função. Não precisamos sequer de pensar muito para saber que, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo veio ao Mundo para salvar os Homens; o Sócrates foi para Paris para finalmente ter um “canudo” passando simultaneamente a imagem de um político no exílio; o Basílio Horta virou à esquerda porque já não tinha lugar no táxi; o grupo Jerónimo Martins deslocalizou-se para a Holanda porque o Ministro de Estado e das Finanças passou a ser cliente do Continente; a Zita Seabra virou à direita porque percebeu que era a escrever livros que ganhava dinheiro; enfim, exemplos não faltam para comprovar que tudo tem o seu propósito. No fundo, e como há um século disse Louis Sullivan a propósito da arquitectura: a forma segue a função. Ora, a forma como agimos e sobretudo como criamos algo novo segue sempre um propósito, uma função.

Neste sentido, entendemos que havia espaço e dinâmica para o surgimento de mais um blog. Por isso, o propósito de tudo isto é criar um espaço de ideias onde socialistas, sociais democratas, liberais, absolutistas, conservadores e não rotulados têm o seu assento. O processo de formação desta câmara de comuns não conheceu o sobe e desce do cacique mais partidário do que político, e portanto formou-se em torno do mérito das convicções dos seus autores e não de qualquer outro tipo de circunstância.

A ideia foi simples: juntar pessoas (umas mais jovens do que outras) de diferentes pontos do País e com diferentes moradas (dentro e fora de Portugal); de diferentes credos, de diferentes convicções, de diferentes profissões, e de diferentes sensibilidades políticas.

Propomo-nos a pensar e a discutir a actualidade. Da política (nacional e internacional) à economia; do desporto aos fait divers do costume.

Se, como alguns dizem, a partidocracia está a arruinar a democracia, cabe-nos também a nós contrariar esse sentido. Assumimo-nos como o quinto poder: o poder dos comentários. Seremos o deputado 231º. É este o nosso propósito.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 01:11
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“Os bajuladores são honrados e os homens de bem sujeitados. O mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos. Trata-se dos mesmos costumes. O que fazem os bajuladores da corte junto a estes, fazem os demagogos junto ao povo.”, Aristóteles.
democraciadasfalacias@sapo.pt

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