Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

A esquerda amarga e o Pingo Doce.

 

A jornada de luta a que fomos assistindo ontem, (via Facebook, através de vídeos no YouTube, nos jornais, etc.), foi, majestosa. Não, não estou a falar das manifestações do 1º de Maio. Refiro-me obviamente ao ataque de consumidores às lojas Pingo Doce.

Um verdadeiro combate de titãs: não, não estou a referir-me ao número de pessoas que indignadas (mais com quem foi ao Pingo Doce, do que com os responsáveis políticos) foram para a rua manifestarem-se no âmbito do Dia Internacional do Trabalhador. Refiro-me obviamente ao pugilismo dentro das lojas Pingo Doce: as armas essas, não eram brancas ou de fogo; eram fraldas, nabos, bacalhau desfiado, papel higiénico ou espanadores.

O cenário parecia um de uma Albânia em estado de sítio, em pré guerra; ou então, o de uma Podgorica sedenta por provar o primeiro hamburger da capitalista McDonalds.

A mim pareceu-me genial a campanha: seja do ponto de vista dos consumidores, que compraram os mesmos produtos de sempre, a metade do preço; seja do ponto de vista do aproveitamento político na escolha da data.

A ida para a Holanda despertou certamente muita criatividade e imaginação (porque será?!) nesse “grande capitalista selvagem” que é o Soares do Santos. (Até já estou a imaginar o próximo Eixo do Mal a destilar raiva, ódio e veneno sobre o senhor).

A esquerda Supercor que só compra gourmet, serviu de “tromba” ao Jumbo e supermercados afins. Acusou o grupo Jerónimo Martins de “miséria humana”, de “terror capitalista e consumista”, de criar situações de pôr a pessoas umas contra as outras (“era só mais um peito de frango!!!”), etc. Pergunto, mas alguma daquelas “almas” que foi fazer compras ao Pingo Doce se queixou?! Não. Então porque é que os tão eruditos da gauche portuguesa se indignaram tanto?! Porque perderam espectadores nas manifestações do 1º de Maio?! Pois, é possível, mas meus caros, é a liberdade de mercado no seu melhor: um serão no Pingo Doce, ou uma “missa” na Alameda em Lisboa...

É um tique típico da esquerda: presumir as vontades reais das pessoas, mas, numa economia de mercado é assim, quem decide é o consumidor, e, neste caso a escolha foi mais que óbvia.

Houve quem quisesse vender, e houve quem quisesse comprar: um ponto de equilíbrio “sagrado” que ninguém deve, quanto a mim, contrariar.

Na ressaca deste grande Dia do Consumidor, arrisco a afirmar que a Claire Fontaine não voltaria a escrever “CAPITALISM KILLS LOVE”, mas sim CAPITALISM KILLS THE FIRST OF MAY.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 15:48
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

O 25 de Abril: entre o valor da “Política”, e o desvalor do “político”.

 

38 anos depois do fim da ditadura que teimava em não ter fim, e 36 anos depois de ter sido lançada a primeira pedra do Estado de Direito Democrático, com a aprovação da CRP de 1976, (independentemente do cunho demasiadamente socialista), fundado no respeito pela liberdade, pela dignidade da pessoa humana, pela pluralidade, pela propriedade privada, pela legalidade, pelo respeito pelos órgãos e instituições democraticamente eleitos, e pela soberania popular, encontramo-nos hoje à beira do desaire, desalentados, desconfiados, e sob um paradigma de um quase fatalismo social, indissociável daquilo que é ser português.

Confesso que tenho dificuldade em aceitar qualquer tipo de fatalismo, pois acredito no Homem que faz escolhas conscientes.

Se para alguns a “Política” é uma ciência (social – com tudo o que isso comporta de pouco científico), para mim é uma arte, a mais nobre de todas elas. A “Política” é a arte de pensar, de contrapor pontos de vista, de reflectir, de debater, de governar.

A “Política” confunde-se ela mesma com o Homem, e com o ser social que necessariamente este é. A “Política” não tem idade, e confunde-se ela mesma com a própria ideia de Humanidade. A “Política” é o prazer dos cultos e eruditos, que fazem dela o seu palco da vida. Mas a “Política” não se coaduna com aqueles que dela se servem exclusivamente em proveito próprio, movidos por propósitos fúteis, e que em nada dignificam a “Política”, antes a desacreditam perante as pessoas. Esses são os parasitas políticos, os micróbios do sistema, a razão do coma da “Política” lusa.

É um cliché afirmar que “os políticos não são todos os iguais”, e não. Mas estas maçãs podres do sistema, acompanhadas de uma retórica contagiante, de uma demagogia, e um populismo de “fazer chorar as pedras da calçada”, estão a corroer o sistema de tal modo, que se torna difícil distinguir o bom do mau. E, como um dia afirmou José Gil, “se não afastarmos agora o nevoeiro que ameaça novamente toldar o nosso olhar, poderá ser demasiado tarde quando nos apercebermos que, sem dar por isso, nos encurralaram num beco, por um período indeterminado”.

A culpa é nossa. A culpa é nossa porque em Democracia a escolha é nossa. Fomos nós que permitimos este estado de coisas. Contudo, há sempre tempo para mudar este paradigma, afinal não há fatalismo que vença a vontade humana.

Durante 38 anos, a “Política” portuguesa conviveu lado a lado com políticos, que numa ânsia e numa obsessão, muito para lá de maquiavélica, tudo fizeram para a manutenção do poder. E nós, não dissemos basta; optámos antes, por (con)viver com este mundo escorregadio de uma imoralidade assustadora.

Para aqueles, que tão bem Gil Vicente definiu, é a “lei do vale tudo”: desde chantagear, desde corromper, desde falsificar votos e alterar resultados eleitorais, desde agredir, desde mentir deliberada e reiteradamente, desde perseguir. Muitos estarão a pensar, “mas em que mundo é que este vive?”. Pois bem, este é o admirável mundo dos partidos políticos. E, como todos sabem, as ementas eleitorais são cozinhadas nos seio destas pequenas máfias, para que, as pessoas em dia de eleições vão lá votar. No seio desta gente pouco esclarecida, onde o conhecimento está condicionado às vontades dos dias, se vai escrevendo a “Política” lusa.

Há quem diga que “o poder corrompe”. Ora, o primeiro passo para combater e contrariar isso é, ter consciência disso, e rejeitar qualquer fatalismo a esse respeito.

Apesar da falta de idoneidade política e moral que caracteriza as Juventudes Partidárias, essas tão conhecidas “escolas de crime”, esses tão conhecidos “partidos políticos dos pequenitos”, ainda há esperança, que aqueles que se venham a dedicar à arte da “Política” num futuro não muito distante, façam melhor.

Eu acredito, que um dia consigamos contrariar a análise certeira e realista, que Jacques Amaury (sociólogo e filósofo francês, Professor na Universidade de Estrasburgo) fez recentemente a propósito da “Política” portuguesa, onde afirmou que, “a política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário”.

Àqueles que me poderão acusar de um qualquer tipo de idealismo, eu relembro Mark Twain, quando afirmou um dia: “Não abandones as tuas ilusões. Sem elas podes continuar a existir, mas deixas de viver.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 17:35
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Miguel Portas.

 

Aqui fica a minha homenagem ao homem e ao político que foi Miguel Portas, um homem para quem a liberdade era algo inesgotável, algo que partilho.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 17:26
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Conservadorismo

O leitor incauto perguntar-se-à sobre o que raio é um CRAT. Na busca desesperada para encontrar um termo que defina um movimento conservador, reaccionário, autoritário ou tradicionalista, resolvi por fim baixar os braços, desistir e entregar a um movimento sério e promissor uma temporária sigla pateta - C(onservador) R(eaccionário) A(utoritário) T(radicionalista).

Um movimento conservador baseia-se em 6 premissas:

 

1 - todo o edifício de pensamento conservador assenta na crença num Princípio Criador de todo o Universo, um Mestre Eterno com autoridade suprema sobre as leis materiais da Existência;

2 - a moralidade absoluta. Proveniente da experiência religiosa e social da comunidade, é inquestionavelmente a base da lei pública, e daí a necessidade da existência do Estado, que é o promotor principal do Bem Comum;

3 - o princípio fundamental da acção do Governo é balizado pelo princípio da subsidiaridade, presente na Doutrina Social da Igreja Católica, ou seja, a acção do aparelho burocrático supremo só se deve dar quando os organismos mais pequenos e pessoais (Família, Paróquia, Município, Empresa, Sindicato, Associação, etc.) falharem em providenciar à sociedade uma resposta eficaz que apazigúe a exigência de Paz Pública demandada pelo Bem Comum a toda a sociedade;

4 - o Estado deve preservar e respeitar a originalidade regional dos múltiplos centros de poder tradicionais. Não só se impõe um reforço do princípio da subsidiaridade, como um movimento CRAT propõe toda uma nova perspectiva sobre o problema da soberania e os limites do poder estatal - o poder estatal absoluto criado pela Revolução Francesa e pelo Demo-Liberalismo, reforçados pelos Nacionalismos e pelos Socialismos e agora pelo Mega-Estado Europeu são aqui postos em causa e em cheque. Toda uma nova orgânica presta-se aqui a ser construída;

5 - anti-individualismo. O limite pessoal em prol do bem da comunidade é mais valioso do que o esforço sobre-humano para vencer a todo o custo a competição que a Educação e a Mentalidade Moderna querem implementar nas mentalidades ocidentais. A Massificação e a Uniformidade são características Pós-Modernistas enquanto que a Heterogeneidade e a Unidade são os fundamentos da tradicional riqueza cultural e civilizacional Europeia.

6 - a procura por um equilíbrio sustentável entre a Liberdade pessoal e a liberdade das unidades tradicionais da sociedade. Este equilíbrio deve partir pela atribuição a cada indivíduo do máximo racional de liberdade. Esta Liberdade pauta-se pela felicidade individual e social, e não tem nada a ver com a suposta "liberdade para errar". No Erro não existe Liberdade, pois ele afasta a Dignidade e a Espiritualidade. No entanto, o princípio do máximo de liberdade racional não se prende a uma norma puritana ou a um Estado Totalitário Ultra-Moralista. Tal como afirma São Tomás de Aquino, o ser humano tem como dado inerente à sua existência a Culpa, o Pecado Original, e como tal, apesar de poder ser aperfeiçoado, não terá nunca a possibilidade de se tornar perfeito. Como tal, sendo o pecado parte natural do homem, tem o Estado obrigatoriamente de velar pelo seu bem mas ao mesmo tempo permitir que este possa conviver e aprender com os seus instintos pecadores, uma vez que esta é a sua natureza concedida por Deus. Um Estado que proíba totalmente o pecado é uma negação do Homem e da Redenção.

 

Posta esta exposição, pergunta-se o leitor "Não é pois suficiente a denominação de Conservador para um movimento que pretende ser, antes de tudo, conservador?"

 

Seria, não fosse a própria raiz da palavra inútil à vista da actualidade portuguesa. Já não há nada para conservar em Portugal. A Tradição ou morreu ou vai lutando quase desarmada contra um Estado poderosíssimo e uma Nova (a)Moralidade invencível e destrutiva. Os partidos conservadores portugueses são aqueles que, aceitando os preceitos da Revolução e do Materialismo, apenas pedem que se mantenha algum do status quo antigo, que lhes permita alguma da paz social mínima para manter alguma capacidade produtiva e as diferenças sociais que lhes agradam, não por sentido de dever patriótico mas sim por utilitarismo e vaidade pura. Um Movimento CRAT não é só conservador.

 

Nas Palavras de António Sardinha:

 

«Não somos conservadores - dada a passividade que a palavra ordinariamente traduz. Somos antes renovadores, com a energia e a agressividade de que as renovações se acompanham sempre. O nosso movimento é fundamentalmente um movimento de guerra. Destina-se a conquistar - e nunca a captar. Não nos importa, pois, que na exposição dos pontos de vista que preconizamos se encontrem aspectos que irritem a comodidade inerte dos que em aspirações moram connosco paredes-meias. É este o caso da Nobreza, reputada como um arcaísmo estéril em que só se comprazem vaidades espectaculosas. A culpa foi do Constitucionalismo que reduziu a Nobreza a um puro incidente decorativo, volvendo-a numa fonte de receita pingue para a Fazenda. Foge, cão, que te fazem barão!- chacoteava-se à volta de 1840. Mas para onde, se me fazem visconde?! E nas cadeiras da governança o cache-nez célebre do duque de Avila e Bolama ia esgotando os recursos do Estado em matéria de heráldica.»

 

E é precisamente esta peculiaridade que nos leva ao segundo elemento de um movimento CRAT, em análise no próximo texto: o Tradicionalismo.

publicado por Manuel Pinto de Rezende às 22:30
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Na ressaca da votação de ontem na AR: em defesa do AMN.

 

Em crónicas anteriores, certamente já perceberam que sou, por natureza, um crítico permanente e atento às “classes políticas” em geral, e à classe política portuguesa em particular.

Hoje, na ressaca da votação da AR à proposta de lei do BE relativa à adopção por casais homossexuais, escrevo em defesa do deputado do CDS-PP, Adolfo Mesquita Nunes, o qual votou a favor da dita proposta de lei. Faço-o sobretudo por uma questão de honestidade intelectual: não quanto à matéria de facto em si (deixarei para outro momento), mas, quanto à coerência do seu voto.

Não têm faltado vozes inquisitórias dentro do CDS-PP quanto ao voto do ADM. Ora, para aqueles que apontam incoerência nas suas posições, eu chamo coragem; para aqueles que o acusam de se sentar na bancada errada, eu chamo acto de liberdade.

Impor disciplina de voto nestas matérias seria uma escandalosa violação da liberdade de consciência, assemelhando-se apenas às ditaduras do voto, típicas das bancadas comunistas.

Mais, todos estes velhos do Restelo, estes militantes e dirigentes de confessionário, estas beatas de primeira fila, são os primeiros a (re)lembrar o acervo ideológico do dito partido. Pergunto portanto: será que alguns destes já leram alguma referência filosófica conservadora, democrata-cristã ou liberal? Certamente que não.

O curioso deste falso seguidismo ideológico, é que parece apenas incomodar aqueles que se dizem a “maioria”, já que, pelo menos, aparentemente o deputado AMN não parece incomodado por ser o único “lá no meio”, ou seja, nunca o ouvi insurgir-se ou sequer criticar aqueles que não aderem às suas posições.

Aqueles que agora “pedem a sua cabeça”, por ter agido de acordo com a sua consciência, esquecem-se que o deputado AMN (como qualquer outro) fora sufragado partidariamente, e, segundo sei, nem uma ponta de crítica houve. Ora, este é certamente um problema de estilo e, sobretudo de entendimento daquilo que é e deve ser a coerência ideológica de um político.

Mais, o deputado AMN é o único da bancada parlamentar do CDS-PP, que, dizendo-se liberal, é coerente e consequente com isso. Isto é, outros há na dita bancada, que, dizendo-se ou fingindo-se de liberais, na hora de votar preferem afrontar as suas consciências a afrontar o status quo mais que instalado. Possivelmente, está na hora de nascer um espaço de tipo partidário liberal em Portugal, para que políticos como o Adolfo Mesquita Nunes não sejam queimados vivos pelas “santas inquisições”.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 16:24
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

The Iron Lady.

 

Poderia ser um grande filme, mas não tem qualidade e originalidade técnicas suficientes para isso, em particular quando comparado com outros "biópicos". Vale sobretudo pela soberba interpretação Meryl Streep, que nos agarra o tempo inteiro a parte da história da Primeira-Ministra. Não é por isso um “filme da minha vida”, mas retrata a vida de uma das mulheres que mais admiro.

Como o disse Teresa de Sousa, não é um filme sobre a política tout court, não é um filme sobre o capitalismo, o liberalismo ou sequer sobre o tatcherismo; é sobretudo um filme sobre o carácter. Ora, não podia estar mais de acordo.

Margaret Thatcher foi, enquanto mulher na vida pública e na vida política, um exemplo de carácter, de convicção, de vontade de mudar para melhor, de insurreição contra o status quo confortavelmente instalado. M.T. mostrou o que é ter carácter, e como este pode moldar a forma de fazer política.

Thatcher mudou o mundo como o conhecemos: fez parte do fim da Guerra Fria, do declínio (e do fim) do comunismo enquanto modelo de regulação da vida das pessoas. Thatcher viu cedo aquilo que mais ninguém viu. De uma filha de merceeiro para um exemplo de liderança mundial.

A Dama de Ferro, como um dia um general soviético lhe chamou, percebeu cedo que o socialismo era terrível para a economia e para o desenvolvimento económico, combatendo-o desde sempre. Um verdadeiro modelo de como fazer política: premiando o valor, o trabalho e o mérito das ideias, e nunca dos “amiguismos”. Um exemplo ainda nos dias que correm de coragem e rectidão em como nunca nos devemos desviar daquilo que defendemos e acreditamos. Um exemplo para a dita direita não socialista, que, infelizmente no caso português, e, no que à forma de fazer política diz respeito, se distingue muito pouco dos ditos socialistas.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 00:46
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

YES, "Doctor No".

 

“Não quero um presidente que me diga o que fazer, o que comer, etc. Escreva o que estou a dizer. Quero que isso seja publicitado.”

 

 

Talvez por ter um discurso cativante e sedutor, talvez por ser um caso de sucesso do "sonho americano", talvez por ser diferente, e sobretudo por nunca ter sido o "homem do sistema", confesso que em relação às últimas eleições norte-americanas, fiquei contente com o desfecho eleitoral. Certamente por ser europeu, e não ser norte-americano que, pouca importância dei às propostas de Obama para a política interna dos EUA, e sim, dei especial atenção ás suas posições em matéria de negócios estrangeiros.

Ora, desta vez é diferente.

Obama é rosto mundial do desaste económico e financeiro em que caímos e por isso não deve ser reeleito.

Depois de alguma leitura, e apesar de algumas (grandes) reticências iniciais, sem dúvida, o melhor candidato (aparente) é Ron Paul. É o oposto de Obama do posto de vista da política interna, e, é também o oposto dos seus pares republicanos no que à política externa diz respeito.

É um perigoso e selvagem neo-liberal, quase um libertário, dizem alguns. Mas desde quando é que a liberdade (desde que não seja aquela proposta por Rosseau, obviamente) fez mal a alguém?

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 22:28
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“Os bajuladores são honrados e os homens de bem sujeitados. O mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos. Trata-se dos mesmos costumes. O que fazem os bajuladores da corte junto a estes, fazem os demagogos junto ao povo.”, Aristóteles.
democraciadasfalacias@sapo.pt

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