Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

O queixume.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 20:35
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012

"Marine Le Pen, qui votera blanc, ne donne pas de consigne à ses électeurs"

 

Numa notícia avançada hoje pelo Le Monde, Marine Le Pen, apela ao voto em branco e a uma abstenção em massa na segunda volta do próximo Domingo.

Não me espanta, aliás é completamente previsível esta “jogada”. Daqui a pouco mais de um mês, a França vai de novo a votos, agora para as legislativas, e claro, a Front National não vai querer “colar-se” a nenhum dos possíveis vencedores das Presidenciais de dia 6 de Maio, para assim conseguir potenciar ainda mais, o voto na extrema-direita. “Lava as mãos”, despe-se de qualquer responsabilidade que deve ser própria de alguém que teve 6.5 milhões de votos.

Uma “jogada” velha, e muito típica destes partidos populistas: ou são os vencedores “a solo”, ou ninguém fica com os seus louros, independentemente do desastre que isso possa criar.

Marine Le Pen não é destituída de cultura e de táctica políticas, e sabe que as promessas de Hollande serão uma catástrofe económica completa (a título de exemplo: baixar a idade da reforma; manter o horário laboral semanal francês como o mais baixo da União Europeia; criar mais de 60 mil postos de trabalho na função pública; etc.), por isso, prepara-se para que daqui a 5 anos possa voltar ao palco das Presidenciais como a candidata que “previu a ruína económica e social”, e com isso ganhar os louros da conjuntura.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 14:40
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

A crise, e a fuga para os populismos.

 

A semana passada foi rica em acontecimentos muito preocupantes: o peso real da extrema-direita na Holanda, e o aumento do peso eleitoral da extrema-direita em França.

Ora, pensarmos que em 2012, (mais de meio século depois, do fim da 2ª Guerra Mundial), ainda há uns quantos tipos, (daqueles que rezam diariamente pela “alma” do “senhor do bigode”), que fazem cair governos, ou que representam cerca de um quinto da vontade eleitoral dos franceses, é algo preocupante e assustador.

O fantasma adormecido acordou, e a Europa não tem uma resposta de combate a estes fenómenos.

Pior, no próximo dia 6 de Maio, a Grécia vai a votos, e prevê-se que, somados, os partidos populistas ultra-nacionalistas dos extremos políticos, representem 60% da vontade dos gregos. Ora, ninguém acredita naturalmente que os gregos queiram ser governados por loucos histéricos de bigode. Pergunto, porque é que então, por toda a Europa, o papel real da extrema-direita tem crescido desta maneira?

A resposta é simples: os partidos ditos moderados, sejam eles conservadores, socialistas, sociais democratas ou democratas-cristãos, estão de tal forma absorvidos por uma agenda que poucos sabem explicar, que deixam esse papel para os partidos dos extremos.

Estes partidos dão voz,  explorando, e usando os problemas reais das pessoas de forma utilitária e em proveito partidário. E é isto que os partidos moderados europeístas têm que combater: a distância cada vez maior que têm com as pessoas, que têm com o eleitorado.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 18:25
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Da primeira volta em França.

 

Os resultados da primeira volta das Presidenciais francesas de ontem, revelam três dados que me parecem particularmente relevantes.

Primeiro, e como publicou hoje o Le Monde, “perto de um votante em cada três” escolheu, nesta primeira volta, “um candidato hostil à mundialização ou à União Europeia”. Ora, isto é um reflexo demasiado preocupante, da saturação partidária que as democracias europeias estão a viver: ora socialistas, ora sociais democratas, ora centristas, ora conservadores, etc. Este jogo das cadeiras, ora na oposição, ora no poder, entre os partidos do regime, desgastou-os de tal forma que, para 29% dos votantes de ontem, a solução está na extrema direita e na extrema esquerda.

Segundo, apesar da singela vitória de Hollande, (tendo em conta que o número de eleitores aumentou de 2007 para 2012), a verdade é que os votos totais da esquerda são inferiores aos votos totais da direita, quando comparados com os resultados da há cinco anos. Mais, esta mesma vitória de Hollande não se deve certamente, à vontade dos eleitores franceses em dar a vitória ao socialista, mas sim, em dar a derrota a Sarkosy.

Terceiro, o resultado histórico da Front National deve preocupar-nos a todos enquanto europeus. Marine Le Pen deixou de lado o discurso racista e xenófobo do pai, adoptando um discurso mais populista, anti-Europa, anti-Alemanha, contrário ao projecto de construção europeia, e demasiado nacionalista. Esta foi a fórmula do sucesso. Uma fórmula perigosa que seduziu sobretudo um eleitorado operário e pouco esclarecido. Em boa verdade, o discurso da extrema direita foi igual ao dos comunistas de Jen-Luc Mélenchon.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 22:09
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Será um problema de altura?! De visão certamente.

 

Nunca tive em muito má conta Nicolas Sarkosy, mas, para quem diz ser o Presidente do "quinto país mais importante do Mundo", e de que não se pode ser candidato presidencial e Presidente em simultâneo, não deixa de recorrer à mais escandalosa demagogia quando cria a taxa "Robin Hood". Não passa de pura demagogia pré-eleitoral.

O irónico de tudo isto, é que o irónico Cameron saberá aproveitar muitíssimo bem esta triste e populista medida do governo francês.

Enquanto os iluminados franceses e alemães não perceberem que o ataque fiscal às empresas, o saque aos lucros empresariais, além de mais e mais barreiras fiscais às transacções financeiras, serão sinónimo de uma autêntica ruína económica que destruirá com o Euro.

A excessiva carga fiscal de alguns países europeus (como de resto, Portugal!) apenas afasta possíveis investimentos estrangeiros. Ora, é com o aumento e com a criação de mais impostos que o duo "Merkosy" pretende tornar o Euro, e a União Europeia um espaço económico atractivo e competitivo?

 

A resposta é simples: assim, não.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 21:42
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“Os bajuladores são honrados e os homens de bem sujeitados. O mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos. Trata-se dos mesmos costumes. O que fazem os bajuladores da corte junto a estes, fazem os demagogos junto ao povo.”, Aristóteles.
democraciadasfalacias@sapo.pt

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