Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Artur Gandra manda pensar

Resumo: No passado dia 30 de Maio de 2012, o presidente da Junta-de-freguesia de Valadares promoveu um ataque ao Neoliberalismo sob a alçada do pensamento. Diz quem sabe, que a Matemática só serve para dar aulas ou para servir as tendências Neoliberais.

 

 

Artur Gandra, licenciado em direito, advogado e publicador (em colunas de jornal) com atividade na rádio e ex-jornalista é um comunicador da era moderna. A sua atividade profissional e o seu imperativo de consciência fizeram com que, mais tarde, se dedicasse à vida política. Hoje em dia é Presidente da junta-de-freguesia de Valadares. Sob o ponto de vista ideológico assume-se como um homem de esquerda e acredita na família como base de educação. Estruturou toda a sua personalidade segundo os seus ascendentes e particularmente segundo seu avô, um médico republicano e intervencionista que acabou por não conhecer. Reza a história que seu avô combateu diretamente o regime do Estado Novo que o próprio Artur Gandra repugna. Apesar de nunca o ter conhecido considera o avô um exemplo a seguir.

A sua ideologia política é sustentada pelo seu curso de direito embora acredite que as licenciaturas nesta área estão demasiadamente vocacionadas para a política. A atividade de jornalismo aliada à experiencia politica fez com que se tornasse um comunicador exímio. Com o amadurecimento, a sua vertente política foi gradualmente passando para a esquerda. Acredita na cultura e sua absorção referindo que os livros são a grande ferramenta no caminho do saber.

  • “A culpa de não existir cultura é da sociedade que não proporciona a cultura às pessoas. Há que disponibilizar todas as ferramentas culturais, a todo o cidadão, para que estes possam tomar melhores decisões.”

Assume ainda que, o sistema neoliberal que governa todo o mundo ocidental, pelo contrário, não pretende redistribuir a cultura pondo em causa leis fundamentais da teoria económica como por exemplo a oferta e a procura.

  • “A lei da oferta e procura não funciona. Os preços são sempres transviados de acordo com determinados interesses instalados”.

Artur Gandra acredita no estado social e responsabiliza uma vez mais o Neoliberalismo pelo fim desse estado acusando de ser o principal responsável pela instauração da crise bancária (crise do subprime em 2008). “Não existe carência de bens nem monetária, é tudo uma invenção das 500 maiores fortunas do mundo”, adianta. Os interesses instalados querem fazer acreditar na carência para que os mesmos bens possam ser vendidos mais caros.

De forma brilhante Artur Gandra afirma que o marketing foi a pior disciplina jamais inventada, está ao serviço do Neoliberalismo, diz. No entanto, pode redimir-se e promover a divulgação de um mundo melhor através da informação. Não faz sentido que, para aumentar a produtividade se tenha de aumentar o trabalho e que o trabalho nunca tenha valido tão pouco como vale hoje em dia, ou seja, o trabalho de hoje não serve para nada, pois a riqueza que cria é virtual.

  • “Hoje trabalhamos mais do que antigamente e recebemos menos.”

O conhecimento privilegiado de Artur Gandra leva-o a concluir que o Neoliberalismo deu uma facada no seu melhor amigo, o Capitalismo, porquê? A explicação não foi clara mas está associada com o fim dos partidos democratas-cristãos por essa Europa fora.

Dá ainda o exemplo da matemática e da televisão como fiéis servos das políticas neoliberais e defende que está na altura da televisão servir as pessoas dando-lhes, sem qualquer paternalismo, não a programação que o cidadão quer mas sim, a programação que o cidadão precisa. O que precisa a população? De conhecimento, mas sem matemática em exagero. Dar mais filosofia às crianças portuguesas é uma óbvia solução, aponta.

Artur Gandra é apologista de um estado forte que cobre impostos equilibrados mas que os distribua de forma correta e justa. Assume um ataque atual à classe média e acredita na redistribuição de dinheiro para esta classe, contrariando mais uma vez algumas das correntes económicas de maior eficiência. Um estado gestor é fundamental. Não acredita na má gestão e culpa a falta de seriedade para o insucesso empresas públicas.

  • “Muitas das empresas privadas possuem antigos gestores públicos que não se tornaram melhores gestores por mudarem de empresa.”

Assume erros do estado social mas imputa-os novamente o Neoliberalismo, claro! Para terminar, Artur Gandra acredita que as pessoas precisam de identidade e que energias renováveis são uma balela. Como um verdadeiro socialista inteligente de direito, rejeita qualquer atividade que promova o enriquecimento não humanista. Matemática, Economia, Marketing e Energia são definitivamente coisas do demónio neoliberal para Artur Gandra, um homem bom. Pensar é urgente!

publicado por Miguel Ferreira do Amaral às 13:56
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

O queixume.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 20:35
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Para que a Democracia não se torne (de vez) numa Falácia

Se este Governo pretende ser diferente, se pretende manter (o pouco) apoio que tem, por parte dos eleitores, então é bom que se demarque rapidamente dos escândalos que assombraram os Governos de Sócrates. Em suma, Miguel Relvas deve demitir-se.

Quando se tem este género de actitudes, o proteccionismo partidário deveria ser inexistente, devendo-se sempre seguir o caminho certo para apurar a verdade. Também o CDS-PP, partido da coligação, deverá expressar-se rapidamente, como o fazia quando do PS se tratava, senão corre o risco de ser conotado com algo que nada lhe diz respeito.

Só assim é possível demonstrar que a política não é corrupta e que não se pode abusar do poder.
publicado por Tiago Costa Pereira às 13:26
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

The Great Pretender

 

 

"We are living in perilous economic times. Turn on the TV news and you see the return of a crisis that never really went away. Greece on the brink; the survival of the Euro in question. Faced with this, I have a clear task: to keep Britain safe. Not to take the easy course - but the right course. Not to dodge responsibility for dealing with a debt crisis - but to lead our country through this to better times"

 

David Cameron

O projecto europeu não passa de um sonho antigo que se transformou numa enorme mentira presa por arames à custa de uma moeda moribunda. Não valerá a pena acabar já com esta gigantesca farsa?

Pastas: , ,
publicado por JFC às 12:30
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Mais uma falácia da democracia

 

Quanto tempo acham que vai passar até que Francois Hollande diga que as contas públicas estão pior do que imaginava e que afinal serão necessárias novas políticas de austeridade?

publicado por Miguel Ferreira do Amaral às 11:57
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

O verdadeiro Serviço Público da JM.

De um momento para o outro, Portugal inteiro passou a saber o que era o "Dumping".

Pastas:
publicado por JFC às 23:30
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

A Ministra da Agricultura fumou alguma coisa, ou é impressão minha?

Através de Assunção Cristas, o Governo quer aprovar uma nova lei para evitar promoções inesperadas.

Pergunto: mas a Ministra da Agricultura está agora ao serviço do tão aclamado “rumo ao Socialismo”?! Como é que alguém pode acusar este Governo de liberalismo ou sequer neo-liberalismo?!

Parece que afinal, este Governo segue mais a Escola de Moscovo do que a Escola de Chicago...

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 18:37
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Fernando Lopes.

 

"Seguindo o romance de Cardoso Pires, "lapidado como um diamante" (a expressão é de Fernando Lopes e percebe-se o que ele quer dizer com isso) pelo argumento de Vasco Pulido Valente, o filme leva-nos para o Portugal de há 30 e poucos anos, em pleno Inverno salazarista. O romance de Cardoso Pires, escrito em 1968, era contemporâneo da acção, com uma aguda percepção do fim de um tempo. O filme, preservando isso, confirmando-o, está no entanto em posição de filmar também o que não mudou, o que não passou com o tempo.

Nesse sentido, servindo-se de pequenas pinceladas subtis acaba também por construir um retrato do Portugal rural, da sua burguesia, dos seus sistemas sociais e das relações de poder que nele se engendram - "mutatis mutandis", o microcosmos da Gafeira, lugar que vale por muitos outros lugares, terra onde para além do "engenheiro" Palma Bravo as figuras de maior destaque são o padre e o cacique local, continua a existir um pouco por todo o país. Quando muito, e é por isso que "O Delfim" alberga uma aura viscontiana, o "fim de um tempo" talvez seja sobretudo o tempo de uma transferência de poderes, que podemos pressentir na "corte" que o regedor (Alexandre de Sousa) faz ao "delfim" Palma Bravo. O cauteleiro (José Pinto), verdadeira "vox populi" do filme, abana a cabeça, como se percebesse tudo, ou que nem tudo muda necessariamente para melhor.

(...) O coração do filme não é esse, mas o fortíssimo, e melodramático, retrato do casal composto por Tomás da Palma Bravo (Rogério Samora) e Maria das Mercês (Alexandra Lencastre) - extraordinária dupla de personagens, magnífica dupla de actores. É por aí que apetece dizer que "O Delfim" é um filme de retratista, apostado em pintar as suas personagens em todas as suas cambiantes e contradições, deixando em suspenso um julgamento moral. Quem julga são os "outros", o cauteleiro ou a criada da pensão (Márcia Breia) onde se alberga a "observadora" (mais do que "narradora") personagem de Rui Morrison, ou quando muito a História."

 

 

Neste excerto da crítica de Luís Miguel Oliveira a O Delfim, extraímos o génio de Fernando Lopes. Um nome grande do "Cinema Novo" português. Morreu hoje aos 76 anos. Aqui fica a minha homenagem. E, "que caia a noite".

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 17:32
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Ainda a propósito do Pingo Doce...

 

And, by the way, I'm proud to be capitalist.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 16:28
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A esquerda amarga e o Pingo Doce.

 

A jornada de luta a que fomos assistindo ontem, (via Facebook, através de vídeos no YouTube, nos jornais, etc.), foi, majestosa. Não, não estou a falar das manifestações do 1º de Maio. Refiro-me obviamente ao ataque de consumidores às lojas Pingo Doce.

Um verdadeiro combate de titãs: não, não estou a referir-me ao número de pessoas que indignadas (mais com quem foi ao Pingo Doce, do que com os responsáveis políticos) foram para a rua manifestarem-se no âmbito do Dia Internacional do Trabalhador. Refiro-me obviamente ao pugilismo dentro das lojas Pingo Doce: as armas essas, não eram brancas ou de fogo; eram fraldas, nabos, bacalhau desfiado, papel higiénico ou espanadores.

O cenário parecia um de uma Albânia em estado de sítio, em pré guerra; ou então, o de uma Podgorica sedenta por provar o primeiro hamburger da capitalista McDonalds.

A mim pareceu-me genial a campanha: seja do ponto de vista dos consumidores, que compraram os mesmos produtos de sempre, a metade do preço; seja do ponto de vista do aproveitamento político na escolha da data.

A ida para a Holanda despertou certamente muita criatividade e imaginação (porque será?!) nesse “grande capitalista selvagem” que é o Soares do Santos. (Até já estou a imaginar o próximo Eixo do Mal a destilar raiva, ódio e veneno sobre o senhor).

A esquerda Supercor que só compra gourmet, serviu de “tromba” ao Jumbo e supermercados afins. Acusou o grupo Jerónimo Martins de “miséria humana”, de “terror capitalista e consumista”, de criar situações de pôr a pessoas umas contra as outras (“era só mais um peito de frango!!!”), etc. Pergunto, mas alguma daquelas “almas” que foi fazer compras ao Pingo Doce se queixou?! Não. Então porque é que os tão eruditos da gauche portuguesa se indignaram tanto?! Porque perderam espectadores nas manifestações do 1º de Maio?! Pois, é possível, mas meus caros, é a liberdade de mercado no seu melhor: um serão no Pingo Doce, ou uma “missa” na Alameda em Lisboa...

É um tique típico da esquerda: presumir as vontades reais das pessoas, mas, numa economia de mercado é assim, quem decide é o consumidor, e, neste caso a escolha foi mais que óbvia.

Houve quem quisesse vender, e houve quem quisesse comprar: um ponto de equilíbrio “sagrado” que ninguém deve, quanto a mim, contrariar.

Na ressaca deste grande Dia do Consumidor, arrisco a afirmar que a Claire Fontaine não voltaria a escrever “CAPITALISM KILLS LOVE”, mas sim CAPITALISM KILLS THE FIRST OF MAY.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 15:48
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A obsessão da imagem, e o vício do “like”.

 

O poder da imagem e a influência desta, na sociedade ocidental, tem-se tornado numa verdadeira obsessão.

Vivemos hoje, na ditadura dos “likes”.

Construímos uma aparência de imagem em torno de círculos sociais virtuais, e já não conseguimos viver doutra maneira, já que o tempo diário no Facebook, ocupa hoje um lugar cimeiro nos quotidianos de qualquer pessoa, em qualquer parte do Mundo.

Desta aparência de imagem, decorre uma aparência de conhecimento e de cultura, e isto sim, é preocupante.

Adoptamos o estilo “barba de um mês”, e vestimos uma camisola de gola alta preta, e já parecemos um intelectual de esquerda, discípulo do Louça. No entanto, nunca lemos Habermas ou Proudhon. Adoptamos o estilo “suíças/patilhas em triângulo até a boca”, e vestimos um blazer azul escuro, e já parecemos um brasonado falido. No entanto, não sabemos a ordem dos Reis de Portugal.

Este totalitarismos da imagem, tornou a actual geração jovem na mais bacoca dos últimos anos. Uma geração sem causas fundamentadas, sem propósitos maiores, sem rumo por vontade própria, mas sim, inconsciente.

Optámos pela embalagem o conteúdo, “fazemos porque os outros fazem”. Hoje, o medo na “exclusão do círculo social”, já não reside na ignorância intelectual e cultural, mas no medo em perder posição social em razão da imagem.

Triste, é o povo que nunca ouviu, leu, ou viu, os maiores da sua cultura.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 15:06
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Evo Morales, o ladrão que tudo nacionaliza.

 

O devaneio e a loucura da Presidente Argentina, Cristina Kirchner, parece que contagiou mais um Presidente sul americano. Desta vez, foi o socialista maoísta fora de tempo, Evo Morales, Presidente da Bolívia.

Parece que Hugo Chávez tinha razão quando afirmou que o cancro que muitos dos Presidentes de países da América do Sul têm, tem como causa, alguma conspiração do Governo dos EUA. Hoje até admito que sim, (não o cancro, mas a esquizofrenia!), mas certamente não foi orquestrado por Washington.

Evo Morales aprovou hoje um decreto onde determina a nacionalização da totalidade das acções que formam o pacote da sociedade de Rede Eléctrica Internacional, uma filial de uma empresa espanhola de energia.

Espantem-se: o senhor justifica este desrespeito pela propriedade privada, “como justa homenagem aos trabalhadores e ao povo boliviano que lutou pela recuperação dos recursos naturais e dos serviços básicos”.

Pior ainda, depois de anunciado o crime de roubo, passou à execução: mandou o comandante das Forças Armadas, Tito Gandarillas, invadir as instalações da empresa espanhola, exigindo que este assuma o controlo da administração.

Estes caudilhos, mascarados com roupagem típica, disfarçam-se entre os homens comuns para fingirem que estão no poder por motivos nobres. Evo Morales é um sinónimo de um político irresponsável que teima em fazer atrasar o desenvolvimento da Bolívia.

Há pouco mais de um ano, estive de férias na Bolívia e pude presenciar o horror que é viver num país assim: atrasado, altamente corrupto, e iletrado.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 18:58
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"In the land of blood and honey", de Angelina Jolie.

 

In the land of blood and honey é a longa-metragem em que Angelina Jolie se estreia como realizadora. Pensarão alguns (tal como eu o fiz), que desastre cinematográfico será esse?! Mais uma diva de Hollywood a aventurar-se na realização, e usar-se da sua fama enquanto actriz, simplesmente para vender?!

Bom, admito o preconceito estúpido, porque na verdade o filme está soberbo.

A película parte de uma história de amor entre uma mulher muçulmana e um oficial sérvio, (antes, durante, e no fim da guerra), para tratar de forma crua, sem adereços de um qualquer romantismo bacoco, a realidade tão contemporânea da Guerra dos Balcãs na Bósnia (1992-1995).

Um filme ultra realista, (com uso dos idiomas locais), com representações espantosas de dois desconhecidos: ele, um sérvio divido entre o amor por uma muçulmana e o dever militar e familiar; e ela, uma artista que vira escrava sexual num campo de concentração, e depois num cativeiro militar.

Num cenário de uma Sarajevo divida, destruída, mas com um charme eterno e imperdível. In the land of blood and honey, não esquece, a realidade das cerca de 20 mil mulheres muçulmanas que foram violadas durante a Guerra da Bósnia, naqueles que ficaram conhecidos como “campos de violação”. A descrição de uma ferida recente que matou milhares na Europa.

Jolie surpreendeu, e isso valeu-lhe o título de cidadã honorária de Sarajevo, nomeação que é atribuída anualmente a cidadãos estrangeiros que contribuam para a promoção da humanidade, democracia e tolerância naquele país, a Bósnia.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 17:37
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Mal educado, insultuoso e desprestigiante!



Definitivamente se há alguém que anda à procura de protagonismo é este senhor: Marinho Pinto.

Parece que o José Miguel Júdice quando afirmou, logo no início do primeiro mandato deste Bastonário da OA, que ele era perigoso, e que a única coisa que procurava era ser candidato à Presidência da República, não estava muito longe da verdade.
publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 15:22
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"Marine Le Pen, qui votera blanc, ne donne pas de consigne à ses électeurs"

 

Numa notícia avançada hoje pelo Le Monde, Marine Le Pen, apela ao voto em branco e a uma abstenção em massa na segunda volta do próximo Domingo.

Não me espanta, aliás é completamente previsível esta “jogada”. Daqui a pouco mais de um mês, a França vai de novo a votos, agora para as legislativas, e claro, a Front National não vai querer “colar-se” a nenhum dos possíveis vencedores das Presidenciais de dia 6 de Maio, para assim conseguir potenciar ainda mais, o voto na extrema-direita. “Lava as mãos”, despe-se de qualquer responsabilidade que deve ser própria de alguém que teve 6.5 milhões de votos.

Uma “jogada” velha, e muito típica destes partidos populistas: ou são os vencedores “a solo”, ou ninguém fica com os seus louros, independentemente do desastre que isso possa criar.

Marine Le Pen não é destituída de cultura e de táctica políticas, e sabe que as promessas de Hollande serão uma catástrofe económica completa (a título de exemplo: baixar a idade da reforma; manter o horário laboral semanal francês como o mais baixo da União Europeia; criar mais de 60 mil postos de trabalho na função pública; etc.), por isso, prepara-se para que daqui a 5 anos possa voltar ao palco das Presidenciais como a candidata que “previu a ruína económica e social”, e com isso ganhar os louros da conjuntura.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 14:40
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“Os bajuladores são honrados e os homens de bem sujeitados. O mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos. Trata-se dos mesmos costumes. O que fazem os bajuladores da corte junto a estes, fazem os demagogos junto ao povo.”, Aristóteles.
democraciadasfalacias@sapo.pt

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