Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

YES, "Doctor No".

 

“Não quero um presidente que me diga o que fazer, o que comer, etc. Escreva o que estou a dizer. Quero que isso seja publicitado.”

 

 

Talvez por ter um discurso cativante e sedutor, talvez por ser um caso de sucesso do "sonho americano", talvez por ser diferente, e sobretudo por nunca ter sido o "homem do sistema", confesso que em relação às últimas eleições norte-americanas, fiquei contente com o desfecho eleitoral. Certamente por ser europeu, e não ser norte-americano que, pouca importância dei às propostas de Obama para a política interna dos EUA, e sim, dei especial atenção ás suas posições em matéria de negócios estrangeiros.

Ora, desta vez é diferente.

Obama é rosto mundial do desaste económico e financeiro em que caímos e por isso não deve ser reeleito.

Depois de alguma leitura, e apesar de algumas (grandes) reticências iniciais, sem dúvida, o melhor candidato (aparente) é Ron Paul. É o oposto de Obama do posto de vista da política interna, e, é também o oposto dos seus pares republicanos no que à política externa diz respeito.

É um perigoso e selvagem neo-liberal, quase um libertário, dizem alguns. Mas desde quando é que a liberdade (desde que não seja aquela proposta por Rosseau, obviamente) fez mal a alguém?

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 22:28
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Será um problema de altura?! De visão certamente.

 

Nunca tive em muito má conta Nicolas Sarkosy, mas, para quem diz ser o Presidente do "quinto país mais importante do Mundo", e de que não se pode ser candidato presidencial e Presidente em simultâneo, não deixa de recorrer à mais escandalosa demagogia quando cria a taxa "Robin Hood". Não passa de pura demagogia pré-eleitoral.

O irónico de tudo isto, é que o irónico Cameron saberá aproveitar muitíssimo bem esta triste e populista medida do governo francês.

Enquanto os iluminados franceses e alemães não perceberem que o ataque fiscal às empresas, o saque aos lucros empresariais, além de mais e mais barreiras fiscais às transacções financeiras, serão sinónimo de uma autêntica ruína económica que destruirá com o Euro.

A excessiva carga fiscal de alguns países europeus (como de resto, Portugal!) apenas afasta possíveis investimentos estrangeiros. Ora, é com o aumento e com a criação de mais impostos que o duo "Merkosy" pretende tornar o Euro, e a União Europeia um espaço económico atractivo e competitivo?

 

A resposta é simples: assim, não.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 21:42
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7 razões a favor do novo Acordo Ortográfico.

 

Não é miragem nem alucinação e também não é sarcasmo! Existe de facto alguém que escreve intercedendo a favor do acordo ortográfico. Como já devem ter subentendido, não sou um “purista da língua portuguesa” (seja lá o que isso for), no entanto, como ainda não me sinto confortável na redacção à luz do novo acordo deixo-vos o presente artigo de opinião no velho português que aprendi.
Invoco diversos tipos de argumentos com a promessa, porém, de não cair na superficialidade de alguns depoimentos básicos que tenho assistido. Tão básicos como este pequeno comentário que recebi por e-mail faz poucos dias e que reza assim:

“Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa.
Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Então, vejam alguns exemplos:

 

   Latim        Francês    Espanhol      Inglês       Alemão  Português Português(AO)
   Actor         Acteur        Actor          Actor        Akteur        Actor         Ator
  Factor       Facteur       Factor        Factor       Faktor        Factor        Fator
Protector   Protecteur   Protector    Protector   Protektor   Protector   Protetor

 

na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente. Se a origem está na Velha Europa, porque temos que imitar os do outro lado do Atlântico?
Porque será que os Ingleses não fizeram o mesmo com os Americanos?
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Língua de Camões.
Circulem este e-mail até chegar aos intelectuais que fizeram este acordo.”

Este depoimento para além de contar com todo o tipo de falácias possíveis e imaginárias (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia) está repleto de uma tamanha estupidez. A dimensão da boçalidade está inclusive ao nível das seguintes questões:
•    Então porque não falamos todos Latim?
•    Desde quando é que Acteur, Actor (Castelhano) e Akteur têm consoantes mudas?
•    Quem são os seres perigosos que habitam do outro lado do Atlântico?
•    Será que este acordo foi assinado por intelectuais de Camões?
O conteúdo da mensagem transcrita – claramente provido de sentimentos pouco ortodoxos em relação aos do outro lado do Atlântico – revela a maior das insensibilidades face a uma posição firme que o autor pretende demonstrar (É de salientar que os exemplos apresentados como Actor, Factor e Protector são uma pequena parcela da totalidade dos exemplos levantados).
Por mais voltas que dê à cabeça apenas consigo inventariar um argumento válido em oposição ao novo acordo ortográfico: “Não sou capaz de mudar” / “Não consigo aprender uma nova forma de escrever”. Antes de escrever o presente artigo realizei uma colheita de opiniões a desfavor de acordo ortográfico das quais destaquei:
•    Sou um purista da língua portuguesa;
Nesse caso escrevo: pharmácia, escriptório e cousas.
•    Considero um acto de subserviência ao povo Barsileiro.
Sem comentários (vide mais adiante).
•    Incomoda-me começar a escrever agora de um forma diferente do que aprendi.
Citando Nelson Mandela “Os tempos mudam e nós temos de ser suficientemente inteligentes para mudar com eles”.

Infelizmente constatei que no meu não pequeno inquérito ninguém utilizou o único argumento que consideraria válido.
Terminado este ataque à oposição ao acordo vamos ao que verdadeiramente interessa:

Razão n.º 1 – O novo acordo ortográfico promove a comunidade científica.
Falo um pouco da minha experiência pessoal. Como investigador na área de engenharia escrevi já alguns artigos científicos. Como bom profissional que tento ser, faço os possíveis por publicar em revistas com um bom impacto. De facto, já escrevi em português mas não para revistas portuguesas (não por falta de patriotismo mas sim pela primeira razão indicada). Não sou caso isolado, existem bastantes portugueses a publicar em revistas brasileiras mas o contrário já não se passa. A utilização do novo acordo ortográfico não só promove que os autores das ex-colónias portuguesas escrevam em revistas nacionais (aumentando o seu factor de impacto) como facilita as parcerias e criação de revistas “Luso-Tudo”.

Razão n.º 2 – O novo acordo ortográfico promove a cultura.
Quem já ouviu um ex-primeiro-ministro dizer que podia ter feito algo mais pela cultura? Um acordo ortográfico até que nem é mal jogado Sr. Sócrates. Quem nunca leu um livro de Jorge Amado, Paulo Coelho ou até poesia do grande Vinícius de Moraes? O Brasil recebe alunos universitários de todo mundo para estudar estes autores e poucos serão os portugueses que nunca ouviram falar deles. Em contrapartida, poucos serão os brasileiros que conhecem Saramago, Lobo Antunes ou até mesmo o grande Luíz de Camões que alguns exortam como o melhor poeta de sempre. Imaginem o grande mar de oportunidades que se abre para a literatura e cultura portuguesa com uma gramática unificada. Falo de cultura pois um raciocínio semelhante deve ser aplicado às restantes artes.

Razão n.º 3 – O novo acordo ortográfico promove a economia.
Sabiam que a língua castelhana está cotada entre as 5 maiores economias Espanholas? Olhando para a história, a aprendizagem de uma língua revela ser um ciclo virtuoso. Quanto maior o número de pessoas a falar determinado idioma maior o número de pessoas a querer aprendê-lo. Por outro lado, quem já foi ao estrangeiro e viu um menu de um restaurante traduzido em 10 línguas sem que o português conste na ementa? Sabiam que o português é o 5º idioma mais falado do mundo e o 6º idioma mais falado na Internet? Porque não aproveitar este pequeno tesouro que está à nossa disposição e utilizá-lo para estimular a nossa economia? Não sou especialista na matéria mas apreciaria receber turistas com vontade de conhecer o berço da língua portuguesa. Gostaria de observar pessoas intrigadas perguntando-se “que língua será esta?” enquanto olham o menu de um restaurante. Adoraria ter áudio-guias em português para quando visitasse uma exposição lá fora. Tal como no Brasil, gostaria de receber alunos estrangeiros interessados em estudar autores portugueses.

Razão n.º 4 – O novo acordo ortográfico promove o emprego.
Recentemente o nosso primeiro-ministro, com uma tirada infeliz, propôs a saída dos professores para leccionar no estrangeiro. Ora, a mensagem subliminar é clara: O governo não tem capacidade para resolver os problemas dos professores durante o/s seu/s mandato/s. A aplicação do novo acordo associada a todas as razões já enumeradas faria com que a língua portuguesa tivesse mais valor (sentido financeiro do termo). Maior valor na língua significaria mais gente querendo aprender Português (dentro e fora de Portugal). Faria com que textos, livros, artigos escritos em português tivessem valor acrescentado. Estimularia a procura de profissionais portugueses capazes de interpretar esses mesmos documentos. Acima de tudo abriria um mercado de emprego cada vez mais global e onde Portugal não se deve atrasar (outra vez).

Razão n.º 5 – O novo acordo ortográfico promove o alfabetismo.
Apesar de sermos considerados a geração mais formada de sempre os problemas de analfabetismo em Portugal não estão resolvidos. As vantagens da aplicação do novo acordo neste ponto preciso são evidentes. Conceptualmente, uma das razões da sua existência consiste na aproximação da fonética à escrita. Com efeito, a aprendizagem correcta da língua portuguesa dar-se-ia com muito maior facilidade não só pelos próprios portugueses como também por estrangeiros interessados em conhecer o nosso idioma.

Razão n.º 6 – O novo acordo ortográfico não é subserviente.
Na altura da separação das colónias espanholas, o império tomou uma decisão humilde e inteligente. Para manter a língua unificada, perspectivando possível valor futuro, a côrte espanhola implementou como gramática oficial do ex-império a que na altura era utilizada pelo povo Mexicano. A unificação mantém-se até aos dias de hoje sem nunca ter sido necessário recorrer a acordos posteriores. Este “rebaixamento” face ao novo mundo deveu-se exclusivamente ao maior número de mexicanos face a espanhóis. Sem querer colocar-me na cabeça de todos os espanhóis afirmo: Devem ser poucos os espanhóis que vivem incomodados com a constante subserviência face ao México desde há tantos anos.

Razão n.º 7 – O novo acordo ortográfico é solidário.
As razões que apresentei até agora são sustentadas por uma base de raciocínio um tanto ou quanto egoísta. Para vos defender a minha tese coloquei todas as razões sobre a perspectiva de como Portugal poderia retirar partido do acordo ortográfico. Países há, de língua oficial portuguesa, bastante mais necessitados do que nós. Todas as promoções que mencionei têm ainda maior impacto quando posicionadas em países, entre outros, como São Tomé, Guiné ou Timor. Não nos podemos esquecer que muita da pobreza que lá ficou é fruto da nossa descolonização. Agora que temos os meios para agir não vamos perder esta oportunidade.

Claro que as mudanças não acontecem de um dia para o outro. Contudo, e à falta de argumentos em contrário, que venha o novo acordo ortográfico.

Darei o meu melhor para me adaptar.

publicado por Miguel Ferreira do Amaral às 21:09
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Menos mal

Sovada por uma catadupa de críticas, a Fnac retirou os cartazes com a frase polémica.
Pastas: ,
publicado por Afonso Reis Cabral às 11:01
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Ídolos

esta notícia não tem nada, mas absolutamente nada, a ver com este excerto.

 

Left to themselves or led by their tribunes the masses never established anything. They have their face turned backwards; no tradition is formed among them; no orderly spirit, no idea which acquires the force of law. Of politics they understand nothing except the element of intrigue; of the art of governing, nothing except prodigality and force; of justice, nothing but mere indictment; of liberty, nothing but the ability to set up idols which are smashed the next morning. The advent of democracy starts an era of retrogression which will ensure the death of the nation and the State . . . .
ProudhonDu principe de federation
publicado por Manuel Pinto de Rezende às 02:37
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

O olho da rua

Lê-se no cartaz da iniciativa da Fnac: TROQUE OS MAIAS PELA MEYER. O som é parecido, a malta gosta mais da Meyer, vai daí comete-se este atentado. A campanha de trocas, em si, não tem nada de mal - e até está bem pensada -, agora pagarem a publicitários espertinhos que acham piada a estas idiotices é que não. Metê-los no olho da rua, de facto, não é má ideia. 

publicado por Afonso Reis Cabral às 10:13
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Coisa estranha, como nos comportamos em grupo

publicado por Afonso Reis Cabral às 10:00
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«Verdadeiramente irresponsáveis»: Marcelo tem razão

Um pouco menos oracular e bastante mais directo, hoje Marcelo RdS esteve letal. E com razão. Os tais cavaquistas, quem são? E os jornalistas do Público, com que direito lançam esta notícia vaga, cheia de insinuações e vazia de factos concretos?

Em resumo: «é absoluta a discordância de algumas das mais proeminentes personalidades do cavaquismo», «há quem defenda já que o Governo deve [demitir Vítor Gaspar]», «estas personalidades, a maioria das quais com conhecimento e reflexão precisamente na área económica, quando não mesmo em finanças públicas», «é notório, nas conversas com as personalidades do cavaquismo», «e entre as personalidades cavaquistas», «e se há quem frise», «há mesmo quem classifique», «há personalidades do cavaquismo que frisam». Para além disto, quando o texto se refere a Cavaco directamente, fá-lo só para repescar notícias antigas – de todos conhecidas – e que por isso não trazem nada de novo. Apenas uma nova distorção.

No estado em que estamos, o país tem a consistência de um castelo de cartas: convém mexer-lhe com cuidado ou tudo isto desaba. Neste sentido, para além de vaga e desleixada, a notícia também é irresponsável, porque manipuladora (vamos lá pôr a Presidência contra o Governo).

Chamam a isto jornalismo? Eu chamo-lhe falta de higiene. 

 

 

Entretanto, o Público emite texto sobre as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa (repare-se no «dominical»), como se este não tivesse criticado a própria notícia...

publicado por Afonso Reis Cabral às 01:15
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Garzón é um sinónimo vivo de perseguição política.

 

Impõe-se que perguntemos: qual é o medo do sistema? Porque é que quando esteve em causa investigar e julgar os criminosos das ditaduras argentina e chilena não se ouviu uma única palavra de desacordo da Justiça espanhola? Porque é que ninguém da Audiência Nacional (Supremo Tribunal em Espanha) se insurgiu ou sequer pediu a suspensão de funções do juíz Garzón, quando este mandou prender o ditador chileno Augusto Pinochet? Qual é o medo da Manos Limpias (de resto, um nome no mínimo irónico para uma organização de extrema-direita)? A verdade?

As denúncias contra Baltasar Garzón representam uma regressão, uma vez que o direito e a jurisprudência internacional realizaram importantes avanços, nos últimos 50 anos, em relação à luta contra os crimes de guerra e contra a humanidade.

Garzón é um sinónimo vivo de alguém que viveu pela liverdade e sobretudo pela verdade, mas é também um sinónimo vivo de perseguição de pós-franquistas com medo da verdade.

A propósito disto só me consigo lembrar das palavras de Hannah Arendt, uma refugiada judia da Alemanha nazi: "considerada de um ponto de vista político, a verdade tem um carácter despótico. Ela é por isso odiada pelos tiranos, que temem, com razão, a concorrência de uma força coerciva que não podem monopolizar".

Este é sem dúvida um triste episódio (ainda sem desfecho) da Democracia espanhola.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 19:56
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Um Exemplo

A final do Open da Austrália desta manhã é um exemplo para os restantes desportos e, porque não, para a vida.

Quase 6 horas de uma batalha leal, sem campos inclinados e dopings.

Entrega total dos dois jogadores que já não jogavam pelo título, apenas por teimosia, pela honra, pelo orgulho do país e família.

 

Os discursos finais são também um guião para todos lerem e ouvirem atentamente. Talvez se aprenda alguma coisa.

 

E os futebolistas ainda se queixam do tempo de descanso depois de 90 minutos a fazer uns piques e fingir lesões.

publicado por Duarte Cameira às 15:41
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Sábado, 28 de Janeiro de 2012

INSOLVENTE E FALIDO.

 

"Manuel Gonçalves pediu ontem a suspensão de mandato de vereador do Ambiente na Câmara Municipal do Porto, depois de o CM ter noticiado que se encontrava em situação de falência pessoal, mas mantém-se à frente da Águas do Porto. A informação de que o autarca saía da câmara municipal foi prestada aos meios de comunicação social já depois das 20h00." Correiro da Manhã.

 

 

Isto é uma vergonha para a Democracia, é uma vergonha para a Câmara Municipal do Porto, e é uma vergonha para o CDS-PP, já que este este sr., além do fraudulento cargo que ocupava na CMPorto é Secretário-geral adjundo do CDS-PP.

Em Fevereiro de 2008 este sr. é declarado insolvente em Dirário da República, isto é, ficou falido! Ora, a lei é clara, e impede que todos os insolventes e falidos se candidatem a órgãos autárquicos. Esta fraude à lei tem como consequência que todos os actos praticados por este sr. são nulos, ou seja, não valem absolutamente nada.

Este sr. praticou um acto ilegal e tem que ser julgado nas instâncias próprias (ou seja, nos Tribunais!) por isto. Este sr. não tinha, nem tem, capacidade eleitoral passiva e, ao aceitar ser candidato nestas condições praticou um crime.

Posto isto, há que apurar responsabilidades.

Assim, têm que haver consequências judiciais de tudo isto, e consequências de ordem interna partidária. Sim, porque o Secretário-geral adjundo do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros praticou um crime.

É triste o papel que o CDS-PP fez quanto a tudo isto, porque sem dúvida põe em causa a solida coligação partidária e de confiança com o PSD de Rui Rio.

 

"mas mantém-se à frente da Águas do Porto"???!!! Isto é uma vigarice!

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 13:59
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Seleto

Lia há pouco um artigo no Expresso online quando de repente me senti estrangeiro. E estrangeiro em relação à minha própria língua. Eu sei que um «c» não é nada, e o coitado para além disso já era mudo, mas estas coisas também são emotivas e «seleto» deixou-me perplexo. Como se de súbito não soubesse ler. Como se a minha própria língua dissesse: Vai passear que isto não é para ti, não estás entre os seletos. Enfim, lá terei que me habituar.

publicado por Afonso Reis Cabral às 08:52
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

"Especialistas" em democracia

‎"Do rol das 1.682 pessoas já nomeados pelo Executivo para cargos no Estado, apenas 720 são novas escolhas, garante o governo. Mas destes, apurou O DIABO, três dezenas são jovens inexperientes com menos de 30 anos, muitos deles oriundos das "Juventudes" do PSD e do CDS/PP. (...) Ao todo, são 14 "especialistas" nomeados pelo Governo que têm idades compreendidas entre os 24 e os 25 anos."

 

a ler, urgentemente, n'O DIABO desta semana.

publicado por Manuel Pinto de Rezende às 11:43
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A grande estreia da semana.

 

É uma pena que a Academia tenha relegado para segundo plano este grande filme do Clint Eastwood, com um excelente argumento do Dustin Lance Black, e sobretudo com uma espantosa prestação do DiCaprio... de resto, preferiram elencar "As serviçais" para o rol dos nomeados para melhor filme; facto que diz muito sobre a qualidade das escolhas de Hollywood...

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 00:57
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Triste como tudo

 

 

Desde o início do ano até ontem, foram encontrados mortos em casa dez idosos, só em Lisboa. Este número, que já inclui o caso das duas mulheres descobertas ontem à tarde mortas no apartamento onde viviam, na freguesia das Mercês, é "preocupante" e tem vindo a aumentar nos últimos anos, diz o vereador da Protecção Civil, Manuel Brito. (Público)

publicado por Afonso Reis Cabral às 13:57
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Ahmadinejad, o suicida. Chavez, o louco.

 

O Mundo não pára e o Irão já começou a corrida ao armamento nuclear. Enquanto isto a Europa está entretida (quase desesperadamente) a contar os últimos trocos que ainda lhe restam; e, simultaneamente os Estados Unidos estão afogados no seu próprio endividamento e em campanha eleitoral para a (re)novação da liderança política mundial (?). E o Irão já começou a corrida ao armamento nuclear.

Não foi propositadamente que terminei da mesma forma como comecei o último parágrafo desta crónica. A actual Realpolitik começa e acaba na crise nuclear iraniana.

Soubemos há poucos dias da decisão (muitíssimo bem tomada) dos MNE da União Europeia, e consequentemente dos Estados Europeus, no sentido do embargo petrolífero gradual a Teerão. Ora, apesar de bem intencionada, tal posição não deixa de ser tardia, (convém relembrar a crise entre RU e o Irão na questão do ataque à embaixada britância em Teerão, seguida da expulsão dos diplomatadas iranianos de solo britânico).

Primeiro tomada pelos EUA e depois pela UE, o embargo ao petróleo iraniano pouco vai adiantar nas relações diplomáticas entre os Aliados e a teocracia de Ahmadinejad. Não duvidem que a falida economia grega vai sentir mais com tal embargo do que a iraniana. Afinal, a primeira importa mais de metade do petróleo que consome ao Irão, e, esta como se sabe, tem a segunda maior reserva de petróleo do mundo. Conclusão, para o Irão no final do mês tais restrições serão meros acertos de contabilidade.

Ora, isto revela alguns sintomas graves da reacção presente a estas questões, além de um vazio de liderança, e, sobretudo, muita desatenção nas aulas de História do século XX.

Em suma, dados a reter: a UE, os EUA e a NATO estão a responder tardia e (demasiado) diplomaticamente à questão nuclear iraniana; e, o Irão é liderado por loucos suicidas que privam com caudilhos como o Chávez que querem desesperamente ficar na História.

Pode parecer descabida a pergunta, mas será necessária uma outra guerra para reavivar a memória histórica de alguns (e renovar a Economia Internacional)?!

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 00:48
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"Pergunta para queijinho".

Caso o número de deputados fosse reduzido de 230 para um qualquer número inferior, qual seria o destino dos novos desempregados?! Será que já estariam abrangidos pelas novas alterações à lei laboral?!

Dúvidas irónicas que se predem simplemeste por alguns dos ditos cujos só saberem do ofício da demagogia. Característica pessoal que de resto, nunca fica bem em qualquer currículo quando apresentado a qualquer empresa (não pública obviamente, já que nessas os requisitos são outros).

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 00:22
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Da Democracia em Portugal: uma reflexão sobre os 230 "Tiriricas" que se dizem deputados (são poucas, mas há certamente excepções).

 

 

O Jornal de Negócios (re)lançou o tema, está a receber contributos e, assim, (re)abriu o debate sobre o número de deputados que compõem o actual Parlamento português.

Como é sabido a actual AR é composta por 230 deputados, número este que, quando relacionado com o número de habitantes (a rondar os 10 milhões), significa que existe um deputado por cada 43,478 habitantes.

Como é sabido também, e nos termos do actual quadro constitucional português qualquer redução que se venha a fazer, ou mesmo que se pretenda fazer não poderá ser tal, que seja inferior a 180 deputados, já que a Constituição não o permite. Ou seja, caso se pretendesse que o número de deputados fosse inferior a 180 teria que ser precedida por uma revisão constitucional.

Expostos os factos passemos ao comentário e à análise do tema.

Começo por criticar o ponto em que a discussão está a ser tomada. Na verdade, esta devia ser a discussão sobre a necessária e urgente alteração à Lei Eleitoral, ao sistema eleitoral e político, no sentido da melhoria qualitativa da Democracia, e não sobre aspectos adjectivos e de quantidade sobre o número de deputados. Dados (sobre a relação número de habitantes/número de deputados) de outros Estados da União Europeia revelam tudo menos aspectos qualitativos sobre o estado da Democracia nesses mesmos países, se não vejamos: a Suécia e a Grécia (países que em regra não associamos a qualquer nível), têm mais ou menos o mesmo número de habitantes que Portugal e, mesmo assim, têm mais deputados do que no nosso país.

Ora, a discussão sobre esta matéria não deve ter a sua tónica no número e tão pouco, deve ser tida por razões de “redução de despesa pública”. O problema do actual e de muitos dos últimos Parlamentos não tem de todo que ver com o seu número, mas sim com a fraca qualidade de quem tem feito parte dele. Não é de agora que os cofres do Estado estão vazios, mas é de agora que a qualidade política dos actores em cena é demasiado fraca.

Por isto, defendo uma reforma do sistema eleitoral português. Quantos portugueses sabem que deputados elegeram? Quantos (ex-)deputados (além do Fernando Nobre) não o foram por meia dúzia de dias? Quantos candidatos e cabeças de lista dos partidos não o são só até às eleições para atrair o voto por uma “cara conhecida”?

Ora, a actual composição da AR tem deputados que exercem funções mas não foram eleitos, ou seja, não foram universalmente sufragados, tout court. Posto isto, perguntamo-nos, então porquê, e como é que lá estão? A resposta é simples: caíram nas graças dos partidos. Porque sim, são os partidos que escolhem que “sopa” é que os eleitores vão ter que comer. É esta a triste realidade da Democracia portuguesa.

Assim, e porque há alguma Direita que às vezes se diz conservadora outras vezes se diz liberal, e que tenta conciliar duas motivações ideológicas tão distintas (historicamente, sociologicamente, filosoficamente, etc.), que no final não é uma coisa, nem outra. Mas, se há ponto comum nesta dita Direita que nunca leu Tocqueville ou Popper é que segue o cliché de “gostar do modelo inglês” para tudo! Faço portanto um desafio (à dita Direita): que seja alterado o actual sistema eleitoral português para o modelo eleitoral inglês.

Porquê? Para o reforço (substancial!) da legitimidade política daqueles que nos representam e claro, para que o eleitorado não esteja dependente do sobe e desce do cacique, e do “amiguismo” partidário.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 23:28
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And the 28th State is....

No fim-de-semana passado a Croácia foi a votos para decidir a sua entrada na UE. Tomaram essa decisão como todas as grandes decisões de um Estado devem ser tomadas: através de um referendo. O Sim à UE venceu com 66% mas as maiores atenções foram para a grande abstenção (apenas 43,4% dos eleitores votaram).

 

Este referendo era mais importante do que aquilo que podia parecer, só a mera possibilidade de o não ganhar fazia estremecer Bruxelas. Haver alguém que, mesmo com as dificuldades presentes, aceite fazer parte da União é um sinal de que ela ainda vale para alguma coisa.

Contudo os dados alteram-se. Enquanto que a nossa entrada foi um festa - sabe-se lá porquê a imagem de um porquinho a chafurdar na lama assaltou-me a cabeça - os croatas não esperam grande coisa da parte de Bruxelas. No fundo o que querem é estar sentados à mesma mesa.

 

A abstenção e Europa parecem estar interligados. Por cá, as eleições europeias, batem recordes de abstenção. Podemos tentar explicar isto apenas pelo lado "deles", ou seja, do tão falado divórcio da União Europeia com os seus cidadãos. Mas não é só isso. O desinteresse também é dos cidadãos a quem não lhe interessa o que lá se passa a não ser que algum escândalo envolvendo um Eurodeputado e uma viagem em primeira classe expluda.

publicado por Tomás Gonçalves Da Costa às 22:44
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Pela boca morre o peixe...

 

E o marisco também...

publicado por Francesinhus às 11:43
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Vão dar uma volta ao bilhar grande

Médicos querem proibir fumar dentro dos carros (DN)
publicado por Afonso Reis Cabral às 10:11
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Forças do oculto

Uma vez que muitos dos meus co-falaciosos são formados em direito, ou para lá caminham, alguém me explica o motivo para Isaltino ainda não estar na cadeia? Eu já nem falo na eternidade que levou a ser condenado. Falo de ele ir ser preso «daqui a dias» desde Outubro, ou coisa que o valha. Isto até parece alquimia, ou forças do oculto, mas se alguém me conseguir explicar agradeço.

 

(Não é retórica, gostava mesmo que me dissessem como vai o processo.)

publicado por Afonso Reis Cabral às 10:03
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Democracy 1.0.1

Nos dias de hoje, em Democracia, ouvimos constantemente a mesma falácia: "A maioria dos políticos são uns corruptos, logo a política é corrupta".


Ouvimos isso de qualquer pessoa, de qualquer faixa etária e de qualquer parte do País. Sinto muito em afirmá-lo, mas, se assim o é, a culpa é de todos nós. Segundo aprendi, em Democracia, o poder de tomar decisões está nas mãos dos cidadãos, poder esse que é transmitido a representantes. Sim, leram bem, o poder está nas mãos do povo, na mão de todos nós e o problema reside exactamente aqui (calma, não se assustem) porque o povo não sabe capitalizar aquilo que tem. O simples facto de, dizerem que esta definição não passa de demagogia, que o “sistema” está muito bem implantado e que não vale a pena fazer nada, só sustenta a minha afirmação.


Pois bem, se há corrupção, se existem maus políticos, se se tomam más decisões, nós todos temos que exigir satisfações e saber como, não basta lamentar, há-que saber estar em sociedade, saber como funciona, aproveitar as ferramentas que temos ao nosso dispor e colocar peso sobre as costas das pessoas que nos representam. Ao contrário da crença popular, esta situação não se gerou sozinha, não se trata de uma espécie de Criacionismo, trata-se sim de um aproveitamento do desinteresse, que existe por parte da população, sobre como e quem governa o Estado e, acreditem, a abstenção e as falácias proferidas são o maior contributo que damos para que a situação se continue a auto-sustentar.

 


Às vezes, é preciso recordar o básico para passar ao nível seguinte.

publicado por Tiago Costa Pereira às 01:21
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Banquete

Para os que andam por estas bandas (Lisboa): a biblioteca da Universidade Católica está a dar livros. Sim, uma biblioteca a dar livros. Têm-nos em duplicado e triplicado, falta espaço e vai daí, em estilo, oferecem um banquete desta natureza. Quem quiser, mesmo não sendo da Católica, pode entrar, escolher e levar. As caixas estão bem indicadas, qualquer coisa é só perguntar aos funcionários. Temas fortes: literatura, filosofia, direito e teologia.

Ora vejam o que ainda havia hoje de manhã:

 

Pastas:
publicado por Afonso Reis Cabral às 13:55
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Tremam, faceboquianos

 
publicado por Afonso Reis Cabral às 13:44
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Um Problema da Modernidade: Androfobia

Ser um Homem é ser diferente. A priori, ser um Homem engloba, entre outras coisas, não ser uma Mulher. O mesmo se passa para as senhoras - ser uma Mulher engloba, entre outras coisas, não ser um Homem. Pode parecer simples, mas nem todas as pessoas hoje em dia estão aptas para ver a diferença. Não há nada de igualitário ou democrático na virilidade. De facto, a virilidade é absolutamente anti-democrática - quando a definimos como o conjunto de qualidades que regem uma sociedade moral, sustentada no vigor, na coragem, na honra e na honestidade, vemos que não há espaço suficiente (pode tirar um ou dois fins-de-semana, no máximo), no homem viril, para a actividade masturbatória conhecida actualmente como angariação de votos. A democracia é, além de analfabetizante, (assinar com uma cruz as nossas preferências políticas é quase tão humilhante como um exame rectal) uma perversão do elemento feminino social. O concerto generelizado e compromissório é coisa que se aceita na gentil e descomplexada natureza das mulheres, aquela fábrica moral com que se mantém a paz nas sociedades e a harmonia nas famílias. Tomado em exagero, como no caso da sociedade democrática, desvirtua tanto o papel masculino como o feminino. O sufrágio universal tem apenas um efeito possível sobre os valores de bravura e virilidade que criaram a nossa civilização cristã e europeia - murcham-na. E de facto, não há paneleirice económica ou "causa social" que valha ao empreendedorismo do membro viril. O Homem.

 

(não fique o leitor mal impressionado, sou um democrata convicto, activo lutador contra a abstenção: nas últimas eleições votei em todos os partidos na lista de voto)

 

Então, se a própria política está contra aquilo que significa ser um Homem - sim, porque não basta nascer-se Homem, é preciso Ser um Homem - que dizer da Sociedade? É igualmente Androfóbica. A sociedade viril tem por fundações a relação pai-filho. Todo o jovem mancebo estremece quando pensa que vai ter de ouvir um ralhete do pai. Muitas vezes, o didático ralhete converte-se, num ataque de pia iluminação sacra, num bom par de estalos. O pior para a educação do mancebo é que a punição venha às prestações - o famoso "fizeste asneiras, meu menino, ficas de castigo no teu quarto". O jovem garboso não quer ficar no seu dormitório, onde não pode andar ao soco sujo com os colegas, ou dar beliscões nas perninhas das amigas - coisas que faz numa inocência quase cristã. Ele sabe que vai sofrer pela sua maldade, e vai sofrer a pronto - como um Homem. No entanto, a ética bancária de alguma burguesia - e mais uma vez, disfarçada de conselhos de psicólogos modernaços, a principal inimiga da virilidade, a paneleirice- parece ter convertido a Família, recinto mágico onde se endoutrina o Homem, numa sucursal do BES.

 

Sejamos justos com as crianças, e connosco - temos um quarto das habilidades técnicas que têm os nossos pais. Muitos de nós não sabem mudar uma lâmpada, fazer uma instalação eléctrica, desmontar uma árvore de Natal. A perda das habilidades técnicas, que são salutares ao espírito, devem-se à perda de contacto físico entre Pai e Filho. Separados na Galheta, afastados na Bricolage. Mas nem todas as famílias são o mesmo caso, nem o mal se prende apenas à acção maricas de alguns dos nossos pais modernos. A Televisão, a vida urbana, as delícias da vida dita "civilizada", têm um efeito terrível na produção de virilidade. Há dias um amigo queixava-se que o pai, de desconfiar dos jeitos citadinos dele, nem se sentia confortável para lhe ensinar a podar. E quem pode culpar os progenitores de se sentirem assim? Vejamos a postura de muita mancebia que por aí anda: costas curvadas, ombros descaídos, cabelo desgrunhado e figura desleixada propositada!!! (o que é, vejamos, o máximo de anti-virilidade possível) composição óssea a lembrar Auschwitz, sempre ao colo da namoradita ou a circular numa entourage de outros sodomitas iguais a ele. Os piores androfóbicos, senhores, somos nós. Se não reagirmos contra os abusos da nossa geração, seremos os últimos de uma orgulhosa raça de gente bem-humorada.

 

A Causa pela Virilidade: temos aliados políticos?

 

Não. O actual governo, apesar de se dizer de Direita ("direitinha") é contrário à virilidade. Ser viril é reagir de forma positiva às consequências dos seus actos. Este governo nunca terá coragem política para enfrentar cobardias sociais, como o aborto ou a discriminalização das drogas, ou o casamento homossexual, porque este governo é, para todos os efeitos, efeminizado.

O ataque ao tabaco é a típica coisa abichanada que um governo "direitinha" teria a ideia atrevida de apoiar. Já não falo da prometida proibição de venda de tabaco a retalho (não fora a democracia a castrar este outrora orgulhoso povo, e bastaria essa lei herética aos hábitos da comunidade para justificar um assalto ao parlamento, seguido de empalamento geral dos deputados - especialmente os da "direitinha", possivelmente mais acostumados à ideia do empalamento). Falo daquele promo publicitário em que aparecem criancinhas a falarem dos seus hábitos tabágicos com voz de gente crescida. A ideia, à primeira vista, é alertar para o facto de os putos, estando por perto, consomem fumo.

 

E o verdadeiro propósito? O verdadeiro propósito é androfóbico. O que a classe hermafrodita de pessoas que controlam a moral (ou imoral) pública quer é retroceder o Homem ao estado em que ele está mais facilmente susceptível - os seus anos de Rapaz.

São os hermafroditas os principais inimigos da sociedade viril. Trataram de pegar numa sociedade de Homens e Mulheres, e tranformaram-na numa Sociedade Comercial. Já não existe diferença oficial entre o macho e a fêmea na sociedade humana ocidental - ambos são caixas registadoras que copulam. Uma caixa registadora não educa filhos. A relação pai e filho foi a que mais sofreu com a desvirilização democrática da sociedade. Que será que um Homem pode falar com um projecto de Homem? Sobre partidos políticos? Nem pensar, se houver pudor cristão. Sobre o activismo na Amnistia Internacional, ou num movimento LGBT? Eles ainda não são a maioria de nós, e para falar em mariquices mais vale estar calado à mesa.

 

Três coisas restam a um pai que chegue cansado do trabalho, e a um filho que aguarde ansiosamente a vinda do seu mentor e amigo: Fátima (Deus e a Religião), Futebol (ou qualquer outro desporto que os una) e Fado (ou o Rancho, ou a Confraria, etc.). Exactamente o tipo de coisas consideradas pela paneleirice que nos governa desde 1974 como mesquinhices de Estado Novo. Sejam de Estado Novo ou Estado Velho, ao ritmo a que desaparecem, aí sim veremos a falta que nos fazia, num jantar cansado entre um pai e um filho, uma típica conversa de Homem.

publicado por Manuel Pinto de Rezende às 13:34
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O Talentoso Sr. Sócrates

 

Confesso que sempre fui um tipo muito dado a dúvidas e questões. Sempre me interroguei sobre o porquê de algumas coisas e nunca entendi o desfecho de outras. Ao que parece, nunca fui nem muito astuto nem muito resoluto e muito menos atento ao que se passava à minha volta o que levava que as minhas interrogações normalmente esbarrassem em contra-interrogações que deitavam por terra as minhas próprias inquirições. Acertei, porém, na mouche quando olhei para José Socrates e perguntei: “no fundo quem é este gajo?”. Ao que parece aquele gajo era um ex-ministro, sem passado profissional relevante, sem um percurso académico brilhante e com uma carreira política que o deixaria em boa posição para assumir um cargo no conselho de administração de uma qualquer companhia que estivesse a negociar um contrato milionário com o Estado, mas nada, nem mesmo a sua passagem enquanto ministro do Ambiente deixaria antever que estaríamos perante o primeiro-ministro de Portugal.

 

Posto isto, sinto a necessidade de realçar que apesar de considerar que o Sr. Sócrates irá permanecer na história como o pior Primeiro-Ministro que a Democracia conheceu, eu não o censuro. Afinal de contas, o Sr. Sócrates foi o Primeiro-Ministro que o sistema permitiu, e só actuou como sempre foi ensinado e de acordo com o que o partido e o sistema dele esperava. O Sr. Sócrates é tanto o produto letal de uma Democracia podre, pródiga na criação de  animais políticos, como o Sr. Messi  ou o Sr. Iniesta são produtos de La Masia, a encantadora caixa de talentos da cidade Condal.

 

Esta é a sina de Portugal e da Europa. O ataque dos clones começou há algum tempo atrás. A dimensão e a densidade politica foram caindo em desuso em detrimento de valores opacos e de muitos milhões de euros que inebriaram as populações. É preciso Democratizar Portugal. Lá nisso o Sr. Passos até tinha razão...

 


p.s. O tema não é novo nem original, mas nada como começar neste blogue com uma autentica falácia. Afinal, é disso mesmo que isto se trata. 

publicado por JFC às 00:02
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Lembrei-me disto

(a partir de uma imagem do Cão Azul)
Entretanto o próprio já traduziu o que disse. 
publicado por Afonso Reis Cabral às 22:11
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As falácias da democracia

http://www.youtube.com/watch?v=N7cFKSqajxI

 

No passado 14 de Janeiro fomos brindados por um razoável – vejam bem (coisa rara) – programa de televisão. Digo razoável pois não quero incorrer no desfortúnio de não agradar a todos e logo no meu primeiro artigo (falácia I). Para quem gostou, terá que aceitar a razoabilidade do programa, para quem não gostou, o estatuto “razoável” não fará com que deixem de ler a publicação, espero. E porque é assim que se faz em democracia.

 

O programa é o “Conversas Improváveis” e contrapôs Marcelo Rebelo de Sousa a Ricardo Araújo Pereira, dois verdadeiros astros televisivos. Afirmo que se tratam de duas personagens muito bem aceites pelo grande público no geral. Na minha opinião, – depois de uma série de conversas interessantes sobre variadíssimos temas – o momento alto do serão deu-se ao minuto 44 quando, às estrelas cadentes, foi perguntado qual o pior e melhor político português de sempre:

 

Jamé alguém duvidou que o professor responderia Sá Carneiro para 1º lugar, já que o lugar de assessor não é algo que possa ser colocado à disposição de outro (até parece funcionário público). Dado o teor da conversa, também não seria inesperado que o humorista relegasse Cavaco Silva para a última posição da sua lista de preferências. A título de curiosidade: o pior e o melhor está no mesmo partido.

 

Espantou-me, porém, que nenhuma das super-novas fosse capaz de indicar qual o inverso da sua tabela, no caso do professor; o pior político de sempre, no caso do humorista; o melhor político de sempre. Escaparam-se ambos à pergunta de uma forma airosa, como se nada fosse, e não mais se voltou a tocar no assunto. Mas então porquê? Seria assim tão difícil? Até não nem era: ora vejam:

 

Professor: “Considero que o pior político português de sempre foi José Sócrates porque…” (Apesar de todos sabermos o ódio de estimação está fora de Portas).
Humorista: “Considero que o melhor político português de sempre foi Álvaro Cunhal porque…” (especulação).

Esta ausência de informação tem razões de ser:
Acompanhem o vídeo e concluam que todas as intervenções do Ricardo são acompanhadas por um, nem que breve, momento de humor. Ora, ainda hoje não foi encontrada forma de invocar humor quando falamos de Álvaro Cunhal ou o outro ex-líder comunista (falácia II). Falar de política sem humor seria uma machadada demasiado forte na sua popularidade e isso, a democracia não lhe permitiria. Caso contrário, não vislumbro liderança na sua ideologia política.

 

A questão do Professor é completamente diferente. Não esquecendo a sua obstinação de poder vir a ser um Cavaco do futuro é necessário agradar a muita gente (ou não desagradar). Não é de bom-tom atribuir últimas classificações a pessoas que não estão entre nós. Além disso, o pacto de não agressão de político deposto não lhe permite fazer algo desse género (falácia III). Com efeito, teria de eleger alguém no activo, alguém que teria apoios de uma faixa da população e isso a democracia não lhe permitiria.
As inóspitas 3 falácias aqui citadas não são mais do que uma obrigação democrática. Porque todos violentámos um conceito basicamente bom e subvertemo-lo a actos de popularidade. Desagradar ao menor número de pessoas possível já que perspectivamos futuro sufrágio. Porque somos políticos de carreira é esta a nossa sina e única alternativa.

Se o populismo me serve para fins comerciais então tudo bem,
Se o populismo me serve para fins políticos então tudo bem na mesma!
Se democracia é isto! Não muito obrigado…


publicado por Miguel Ferreira do Amaral às 18:06
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As despesas

 

O Presidente da República - é bom não esquecer que falamos da primeira figura do Estado - veio na sexta-feira passada, em público e por vontade própria, queixar-se à nação das suas dificuldades atuais durante a maior crise das últimas décadas.
A primeira observação sobre estas declarações de Cavaco Silva é sobre uma habilidade. Cavaco omitiu - convenientemente - o valor da pensão que tem do Banco de Portugal, que é assim várias vezes mais que 1300 euros, o que é de uma desonestidade e desfaçatez a toda a prova; Depois está a meu ver a questão que importa mais a quem assiste a isto pela TV, completamente estarrecido: Portugal tem um chefe de Estado em segundo mandato - e que é só o político português com mais tempo em funções na democracia, apesar de Cavaco achar que está fora dessa classe - que não sabe onde está e parece não conhecer o mundo que o rodeia. A primeira figura do Estado em Portugal - só para lembrar - vem queixar-se das suas dificuldades pessoais apesar de ganhar milhares de euros por mês e de uma vida a ganhar excelentes ordenados para a média nacional, num insulto completo ao país. Cavaco certamente não sabe que faz parte dos 5 por cento - leram bem - de pessoas que ganham mais de 2500 euros por mês em Portugal. Aliás, deve fazer parte dos 4, 3 ou 2 por cento que ganham mais de 5 mil; O terceiro ponto é que, ao dizer isto e desta maneira, Cavaco Silva mostra um profundo desrespeito pela função que ocupa e revela - de uma forma ainda mais grave do que no passado - que desconhece as regras a que está sujeito. E que parece que até agora ninguém lhe ensinou.
Infelizmente, este novo episódio só confirma que todos os anteriores não foram por acaso: No passado recente, Cavaco tem-se mostrado pródigo neste tipo de declarações infelizes. Há cerca de um ano, durante a campanha das últimas eleições presidenciais, em que foi reeleito, Cavaco fez questão de revelar ao país o valor da reforma da mulher e também parte dos valores em que acredita e da sua mentalidade: "Ela depende de mim". Enfim. Como diria Fernando Lima, assessor do Presidente da República, "uma informação não domesticada constitui uma ameaça".
Já fora do campo das pensões, frases como "Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes" ilustram bem a consideração que tem por si próprio e o que pensa sobre o resto dos cidadãos.

 


* Só uma coisa, para ficar claro. Talvez pareça, mas eu não tenho nada contra Cavaco Silva. Do que leio, admiro a forma como se empenhou ao longo da vida e como conseguiu ser bem sucedido e prestigiado na sua profissão. Cavaco tem todo o direito a ser como é. Simplesmente um Presidente da República não pode dizer coisas destas em público, falar aos portugueses de assuntos pessoais completamente irrelevantes, de uma forma que revela mesquinhez. Ou então temos um chefe de Estado mentalmente
alienado e que não pode continuar a desempenhar estas funções.


 

alfredo rocha/getty images


publicado por ATF às 15:51
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Cavaco, leite quente e bolachas de água e sal. Até mete pena.

Cavaco Silva é o que é. Goste-se ou não, se há dom que o Sr. tem é em falar de improviso aos abutres famintos dos jornalistas que comem as bananas e deixam as cascas para o Sr. cair.

Rejeito qualquer tipo de demagogia que diz que o Sr. é rico, logo é um ladrão, e outras que tais. Mas Cavaco, será que tinhas mesmo que falar? É que quando não tens a cábula do discurso, nunca te corre bem...

Ora, o grave destas declarações não têm que ver com o facto de o Sr. ganhar muito ou pouco, já que legitimamente decorre dos descontos que ele e a sua Maria fizeram ao longo de uma vida. O grave está na ausência de qualquer sensibilidade político-social com aquelas declarações. Bastava que nada dissesse e o Acordo Social não tinha passado o fim de semana à sombra desta nódoa.

Cavaco Silva é a personificação daquele provincianismo bafiento, daquele resquício de salazarismo ultrapassado, da “poupançazinha”, mas diz que não sabe se dará conta das despesas. Mas o Sr. gasta o dinheiro em quê? Onde?!!

O coitado até tem um ar simpático, mas não pode fazer aquelas declarações. Aliás é melhor nem sequer se aproximar dos jornalistas.

Já o estou a imaginar a beber leite quente e comer bolachas de água e sal com a Maria, enquanto se arrepende e pensa, porque é que só digo gafes?

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 12:19
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Órfão de Sócrates

Era tão bom: passar o dia enervado, ligar a televisão e quase arremessar o comando, ouvir aquela semi-voz no parlamento Manso é a tua tia, pá!..., pensar nas proezas de uma licenciatura de domingo, ver os juros ali a flutuar nos 7% e comentar «quando é que ele cai?», assistir às andanças dos indianos do Martim Moniz de trás para a frente na campanha; enfim, embalar muito bem aquele ódio de estimação – mas sem o deixar adormecer. Agora o sujeito foi para Paris e deixou-nos o país tal como ele está, mais naufragado do que o Costa Concordia, e o Passos Coelho, desgraçado, lá terá que lidar com a operação de resgate. No meio disto quem se lixa são os passageiros.

 


PS. Desejo a todos excelentes falácias e uma longa vida ao blog.

publicado por Afonso Reis Cabral às 08:02
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O Propósito.

Tudo tem o seu propósito, a sua razão de ser, o seu porquê, o seu motivo, e claro, a sua função. Não precisamos sequer de pensar muito para saber que, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo veio ao Mundo para salvar os Homens; o Sócrates foi para Paris para finalmente ter um “canudo” passando simultaneamente a imagem de um político no exílio; o Basílio Horta virou à esquerda porque já não tinha lugar no táxi; o grupo Jerónimo Martins deslocalizou-se para a Holanda porque o Ministro de Estado e das Finanças passou a ser cliente do Continente; a Zita Seabra virou à direita porque percebeu que era a escrever livros que ganhava dinheiro; enfim, exemplos não faltam para comprovar que tudo tem o seu propósito. No fundo, e como há um século disse Louis Sullivan a propósito da arquitectura: a forma segue a função. Ora, a forma como agimos e sobretudo como criamos algo novo segue sempre um propósito, uma função.

Neste sentido, entendemos que havia espaço e dinâmica para o surgimento de mais um blog. Por isso, o propósito de tudo isto é criar um espaço de ideias onde socialistas, sociais democratas, liberais, absolutistas, conservadores e não rotulados têm o seu assento. O processo de formação desta câmara de comuns não conheceu o sobe e desce do cacique mais partidário do que político, e portanto formou-se em torno do mérito das convicções dos seus autores e não de qualquer outro tipo de circunstância.

A ideia foi simples: juntar pessoas (umas mais jovens do que outras) de diferentes pontos do País e com diferentes moradas (dentro e fora de Portugal); de diferentes credos, de diferentes convicções, de diferentes profissões, e de diferentes sensibilidades políticas.

Propomo-nos a pensar e a discutir a actualidade. Da política (nacional e internacional) à economia; do desporto aos fait divers do costume.

Se, como alguns dizem, a partidocracia está a arruinar a democracia, cabe-nos também a nós contrariar esse sentido. Assumimo-nos como o quinto poder: o poder dos comentários. Seremos o deputado 231º. É este o nosso propósito.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 01:11
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Quem é quem (incompleto)

Afonso Reis Cabral

 

Ninguém sabe o que lhe deu: aos dez descobriu que, para além de ler, gostava de escrever. A partir daí tem ido sempre em direcção à Literatura. Publicou o primeiro livro de poesia aos quinze anos, Condensação. Primeiro e único, de resto alguns textos em periódicos dispersos. Desde então escreve prosa e estuda, não faz mais nada – nem sequer tem Facebook. Considera-se responsável pela falência grega: concorreu a um prémio europeu de tradução de grego antigo, e o Ministério da Educação da Grécia pagou-lhe uma semana em Atenas, tudo incluído. Licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos na FCSH, Universidade Nova de Lisboa, reincide e frequenta o Mestrado em Estudos Portugueses. Revisor de texto, acha que ser precário é uma aventura. Já tentou fugir do país, não o quiseram lá fora. E para ficar, há que ficar a sério.

 

 

Carlota Manique

 

Nas vésperas de terminar essa longa via sacra que é a licenciatura em Direito, sente que passou mais de quatro anos da sua vida a ouvir que 'não há nada mais prático de que uma boa teoria' e que a tão querida querela doutrinária é uma constante na vida de qualquer jurista. Vê o Direito de uma forma transversal e acredita que a justiça é a base da sociedade.
Após um agradável período de vida erásmica na Alma Mater Studiorum, hoje em dia vê a sua vontade de se tornar legum magistra numa outra universidade do velho continente como uma neurose –rectius, uma elaborada representação mental de um castelinho no ar. Com efeito, acredita que esta será uma influência das práticas reiteradas na antiga RDA, que nos dias de hoje estão cada vez mais em voga nas políticas da zona euro.
Encontra-se mais à direita, mas não confirma nem desmente que tem uma costela de esquerda. Gosta de olhar para o futuro, mas por vezes sente que jamais haverá estadistas como Churchill, que ainda que passem a manhã na banheira e bebam meia garrafa de whisky eram bem mais eficientes do que muitos dos ‘corta fitas’ que dominam a cena política nos nossos dias.
Sabe muito bem o que quer, o que não quer e para onde vai, mas assume que se engana e que frequentemente tem dúvidas.

 

 

Duarte Cameira

 

Enquanto termina a licenciatura no ramo da astrologia/adivinhação conhecido no passado por Economia, leva uma vida tranquila, pautada por bons vinhos, filmes, música e uma obcessão pelo Benfica. Gosta de tudo, menos restauração. Ao fim de três anos na Universidade Católica do Porto, é seguro afirmar que Economia diz-lhe tanto como bordados ou alheiras de Mirandela. Iludido pelo jogo, dinheiro e Warren Buffet, escorregou na banana que é o Ensino secundário em Portugal. Agora, com o chão a aproximar-se, a única esperança é viver em casa dos pais, acordar à hora de almoço e usar roupão até ao jantar. Infelizmente, a ideia de realizar um Mestrado na da Zona Euro revelou-se, por motivos óbvios, um sonho de grandeza só comparável ao regresso da Pantera Negra aos relvados. Por isso, afunda-se cada vez mais no limbo do final de curso, apesar da tentação de começar a trabalhar supere a sensação de estudo “ad eternum” materializado pelo mestrado. Tranquiliza-se com Aristóteles, onde “a dúvida está no âmago da sabedoria” e com o jazz de Miles Davis, mas isso são contas de outro rosário. Politicamente, encontra-se dividido entre o bife com batatas fritas e espetada de lulas com gambas, mas costuma votar laranja, desde que não esteja azeda. A música sempre foi uma paixão, saltitou por vários instrumentos e aprendeu a ler pautas. Quanto a cantar, Bob Dylan só há um, e Quim Barreiros também, mas ninguém é insubstituível. A prática do xadrez emprestou alguma seriedade na viragem da primeira para a segunda infância, apesar do medo cénico ter sido um companheiro de viagem nos vários campeonatos.

 

 

Frederico Marchand (Francesinhus)

 

Cada vez mais velho.

Cada vez mais tripeiro.

Cada vez menos a cantar Fado.

Cada vez mais portista.

Cada vez menos jurista.

Cada vez mais religioso.

Cada vez mais ou menos Católico.

Cada vez mais a viajar pelo mundo.

Cada vez menos social-democrata.

Cada vez mais cinéfilo.

Cada vez menos tolerante para com a burrice, estupidez e incompetência.

Cada vez mais a gostar mais de Portugal.

Cada vez menos falacioso...

 

 

Gonçalo Dorotea Cevada 

 

Diz-se federalista europeu e liberal, ao ponto da Direita o acusar de um certo socialismo envergonhado. Mas foge de rótulos. Diz-se democrata mas vibra com o Hino Nacional da União Soviética. Diz-se pacífico mas faz por ser um terrorista político. Diz-se católico mas há dias que sonha ser convidado para um encontro da Mozart 49. Diz-se de Direita mas cada vez que viaja além da “cortina de ferro” adora comprar recordações comunistas. Diz-se capitalista porque sempre que vai a Barcelona gasta fortunas no Kibuka (um restaurante japonês em Gràcia). Diz-se um “Homem do Mundo” mas até ter ido estudar no Verão de 2009 para a UCBerkeley o seu inglês metia pena. Diz-se um fã do Anthony Bourdain mas não há nada que lhe cure melhor a típica sede de Domingo do que uma ida ao McDonalds.

Tem como livro de cabeceira A Theory of Justice do Rawls. Tem 23 anos e é finalista de Direito na Universidade do Porto porque sim. Na verdade queria ser filósofo ou realizador de cinema. No fundo, o que quer mesmo é ser ensinado nos livros de História e coleccionar carimbos de todos os países do Mundo. Sempre que pode planeia viagens atrás de viagens, com orçamentos atrás de orçamentos, e compra guias e mais guias. Adorava fazer de Gonçalo Cadilhe durante um ano. Odeia os tipos do Eixo do Mal da SICN, mas não perde um. É viciado em cinema e quando viaja gosta de fazer passar-se for fotógrafo.

 

 

João Francisco Cunha

 

Nasceu numa madrugada de 1988, num tempo em que não se falava em globalização e o Júlio Isidro ainda aparecia na televisão. Viveu, cresceu e aprendeu em Coimbra até aos seus vinte anos quando se mudou para Bolonha e descobriu o que era o mundo. Formou-se em Direito e é estagiário na Miranda, Correia e Amendoeira mas gostava de ter estudado Kant e Platão ou de ter tido coragem para se ter dedicado a algo mais esotérico do que a complicada aprendizagem das Leis.

Federalista europeu convicto, liberal, gosta de acreditar num país que é visto por todos como “lixo” e numa geração dita rasca. Não recusa nem as maravilhas da vida boémia, nem uma visita à Catedral onde diz que se sente em casa.

Não tem filiação partidária, e aprecia uma pessoa que goste de pensar pela sua cabeça e se mantenha “out of the box” e nada lhe dá mais prazer do que uma boa discussão.

Nada mais há para acrescentar sobre este cidadão ainda em formação para além do facto de assumir publicamente que só sabe que nada sabe, mas que ainda assim, vai sempre tentando saber um pouco mais.

  

 

Manuel Pinto de Rezende.

 

Monárquico sem rei, católico com muita lata. Como gosta que a família se preocupe com ele, está a tirar uma licenciatura no curso de História, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Quer recuperar para a Direita, através de uma endoutrinação exaustiva, o pensamento de Bonald, deMaistre, Burke e Gama e Castro, mas prefere ir passear com a namorada aos domingos.

Barroco dos pés à peruca, tem a pretensão de ser um espartano rústico, mantendo como únicos vícios o seu tabaco Ducados e os pastelinhos de nata.

Como já esteve envolvido em "demasiados" projectos académicos, sociais e políticos (mas nunca, por uma questão de pudor sexual, partidários) nunca teve de trabalhar "a sério" um único dia da sua vida, e se isto da História lhe correr bem, conta nunca vir a ter de o fazer. Comummente descrito como um reaccionário soberbo, homofóbico e cristão, conflituoso e controverso, reza a lenda que, quando sozinho e isolado numa cave, consegue ser moderadamente afável. Acredita que o mal veio ao mundo em 1789 e que o último rei português morreu em 1866. Pensa que é demasiado jeitoso para ser de Direita e nunca cometeu um erro de sintaxe na vida.

A popular expressão "A Arte fica; o Rezende petrifica" tem origem num comentário ao seu tradicionalismo radical.

 

 

Miguel Amaral

 

Nasceu em Janeiro de 1986. Formou-se em Engenharia Civil com a especialização em Geotecnia com o Mestrado Integrado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Actualmente é aluno de Doutoramento na mesma instituição e realiza investigação científica na área da alta velocidade há três anos, concomitantemente é aluno de MBA no Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. Durante o seu percurso académico teve a oportunidade de trabalhar com alguns dos melhores investigadores e laboratórios mundiais. Entre eles destacam-se os sediados na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil; Universidade de Waterloo, Ontário, Canadá e Universidade Politécnica da Catalunha, Espanha.

Ao longo da sua carreira como estudante, realizou inúmeros projectos e acções de formação. Converteu-se especialista em modelação e validação de modelos pela Universidade de Bauhaus, Alemanha, trabalhou como Engenheiro consultor nas Barragens de Padroselos e Alto Tâmega e formou-se como líder e gestor de equipas pela FEUP. Desenvolveu também trabalho voluntário ao serviço do Banco Alimentar contra a Fome, Sociedade de São Vicente de Paulo e na luta contra o abandono escolar prematuro.

Actualmente, é detentor de uma empresa de Marketing Estratégico designada por ACAdivulgue e acumula a actividade empresarial com a de docente convidado no Instituto Superior de Engenharia do Porto. Paralelamente, trabalha em análise de mercados bolsistas através da via empírica e desenvolve modelos de avaliação de desempenho de pessoas especializando-se em nichos da gestão de recursos humanos.

 

 

Miguel Guimarães

 

O incêndio do Chiado foi um prenúncio do seu nascimento, que aconteceria no dia seguinte. Portuense de gema e Portista ferrenho, abandonou o ninho com 18 anos em direcção a Lisboa, onde vive desde então.

Licenciado em Direito, foi condenado a frequentar, de seguida, um mestrado em Ciências Jurídicas Forenses (whatever that may be...), dada a brilhante adaptação do mundo jurídico português ao Processo de Bolonha.

Filiou-se com apenas 16 anos na Juventude Popular e teve um percurso interessante no associativismo estudantil, iniciando-se nessas lides no seu 11º ano e reformando-se no último ano do curso - ano este em que se apercebeu que, se calhar, deveria empenhar-se em coisas mais úteis!

Muitas vezes descrito como uma pessoa calma, ponderada e razoavelmente inteligente, gosta de deixar a sua marca onde vai passando e tem o dom de, facilmente, agregar em torno de si indivíduos inconformados com o statu quo. É convictamente de Direita, ingerindo conservadorismo e liberalismo, em quantidades moderadas. Escreve, orgulhosamente, todas as consoantes mudas, hífens e acentuações que lhe ensinaram antes da pátria de Pessoa ser invadida pelas suas antigas colónias - e continará a fazê-lo até que lhe apontem uma arma à cabeça.

 

 

Tiago Costa Pereira

 

Nasceu numa bela tarde de Maio no coração do Porto, orgulha-se desse facto e de gostar de tudo o que a cidade tem para oferecer, recordando a tudo e todos que foi o Porto que deu o nome a Portugal.

Deu por si, ainda pequeno, numa escola onde se falava mais Francês que Português, facto esse que fez despertar bem cedo a sua faceta irreverente e de desobediência, atraindo colegas para o seu jogo preferido: "Quem é o primeiro a ser expulso da aula?".

Com os anos e os castigos que o acompanharam, decidiu interessar-se por História e por Ciências, tendo longos debates com os professores sobre questões que iam desde a "Origem da vida" a "O que realmente aconteceu em Duinkerke?".

Sendo uma vítima da genética mendeliana, como todos os seres humanos, decidiu tirar o curso de Medicina, estando agora no quarto ano em Santiago de Compostela.

Politicamente decidiu virar à Direita, pois a estrada da Esquerda era de terra batida, filiando-se na Juventude Popular, onde participou activamente, com e sem cargos, enquanto o deixaram. A nível associativo, também não desiludiu, deixando sempre uma marca por onde passava. Sempre se considerou "O Homem do Presidente", mas, em Julho deste ano, deixou esse rótulo para liderar um novo projecto na Associação Nacional de Estudantes de Medicina no Estrangeiro - ANEME.

 

 

Tomás Gonçalves da Costa

 

Tem procurado, a muito custo, formar-se nessa ciência oculta que é o Direito mas o seu sonho é dedicar-se à lavoura e ser dono de uma porquinha. É teimoso da parte do Pai, com origens no Baixo Minho e pragmático da parte da Mãe que se diz tripeira.

Quer acabar os seus dias no Porto, cidade onde nasceu e cresceu. Vai, pelo menos uma vez ao ano, a Fátima, aos Touros e ao Fado. Não gosta de rótulos.

Vota CDS e milita na sua juventude partidária onde já perdeu muitas eleições.

Era eurocéptico até ter feito Erasmus em Estrasburgo. Diz quem o conhece que voltou de lá diferente.

Considera-se um idealista que não aceita que o possível seja igual ao ideal.

Pastas:
publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 00:47
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“Os bajuladores são honrados e os homens de bem sujeitados. O mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos. Trata-se dos mesmos costumes. O que fazem os bajuladores da corte junto a estes, fazem os demagogos junto ao povo.”, Aristóteles.
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