Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

O Relvas, mais uma vez.

 

Não passa pela cabeça de ninguém que um Governo que tem coerência, uma linha orientadora e um dominador comum andasse a saltitar de ano para ano.

 

 

Ontem o Ministro da Propaganda, ou melhor o Sr. Relvas, anunciou que em 2013 também não haverá Carnaval para ninguém. Desculpem mas isto é quase cómico.

Primeiro é cómica a importância que o Governo deu a este assunto. Ora, isto revela sobretudo o fundamentalismo contra os feriados, "pontes", etc., etc., como se esse fosse o problema ou a causa da falta de competitividade deste país. Segundo é cómica a importância que a Comunicação Social dá ao assunto. Ora, isto também revela, no limite, falta de assunto.

Em Portugal temos uma Comunicação Social que quando entrevista o Ministro da Propaganda em vez de discutir casos de "lápis azul", prefere que o Sr. conduza a sua própria entrevista em que anúncia que para o ano também não haverá Carnaval. É simplesmente cómico.

Sr. Relvas, a coerência pela coerência, "custe o que custar", passa a estupidez quando a sua linha se afasta da realidade. Este fundamentalismo político foi para o Sr. Cavaco quando era PM um grande erro político.

publicado por Gonçalo Dorotea Cevada às 16:51
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3 comentários:
De Miguel Ferreira do Amaral a 23 de Fevereiro de 2012 às 18:49
Discordo inteiramente desta argumentação.

Na maior parte dos sectores, a produtividade é calculada por fórmula muito simples:
Produtividade = (Produto bruto / vencimento bruto) × 100

Ora:

Trabalhamos em média 22 dias durante 11 meses o que dá um total máximo de 242 dias de trabalho. Por dia útil trabalhado, o país produz mais de 0,7% do PIB anual.

Tendo em conta que os vencimentos não foram alterados para quem trabalhou no dia de carnaval concluímos que:

Produtividade sem tolerância = 1,07 produtividade com tolerância de ponto:
Que é o mesmo que dizer:
Produtividade sem tolerância > produtividade com tolerância de ponto.

Por mais que custe aceitar, a medida é correcta e é das poucas medidas tomadas nos últimos anos que realmente influenciam directamente a produtividade nacional. No entanto, é preciso não esquecer que a medida não pode vir isolada! São precisas muito mais medidas adicionais para aumentar a competitividade do nosso país.

A abolição da tolerância de ponto no Carnaval juntamente com a redução da TSU (aumento do IVA) são medidas correctas que ninguém quer entender. Porque mais uma vez, ninguém quer entender a remoção de direitos adquiridos.


De Gonçalo Dorotea Cevada a 23 de Fevereiro de 2012 às 19:11
Caro Miguel,

Esse é outro grande erro dos tecnocratas: acharem que a produtividade se resume ao tempo em que se está a "trabalhar".

Como sabemos, e disso aliás são exemplo grandes multinacionais como a Google ou o Facebook, há elementos como a motivação p.e., que são essenciais e determinantes nas contas finais daquelas empresas.
Mais, como sabes na Alemanha trabalha-se menos (em número de dias) do que em Portugal, e nem por isso somos nós que precisamos da ajuda deles.

O erro dos politiqueiros portugueses é que nunca trabalharam no sector privado, e nunca geriram uma empresa. Infelizmente e para aqueles que estudaram economia ou economia política na Faculdade acham que o problema da produtividade se resume a um mero cálculo matemático.


De Miguel Ferreira do Amaral a 23 de Fevereiro de 2012 às 20:50
Gonçalo,

Tens razão quando dizes que a produtividade não se resume a horas de trabalho. No entanto, esse factor também conta. No fim de tudo o que interessa é o que produziste e o que gastaste a produzir.

Só há uma forma de aumentar a produtividade. Reduzindo os gastos na produção ou melhorando os mecanismos de produção. A medida da abolição da tolerância de ponto está do lado da redução do custo de produção (baixa o preço da mão-de-obra portuguesa). Contudo, defendo contigo que devem ser aplicadas medidas do lado da melhoria dos mecanismos de produção também.

Este não é o raciocínio tecnocrata mas sim um raciocínio eficiente, produtivo…


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