Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

7 razões a favor do novo Acordo Ortográfico.

 

Não é miragem nem alucinação e também não é sarcasmo! Existe de facto alguém que escreve intercedendo a favor do acordo ortográfico. Como já devem ter subentendido, não sou um “purista da língua portuguesa” (seja lá o que isso for), no entanto, como ainda não me sinto confortável na redacção à luz do novo acordo deixo-vos o presente artigo de opinião no velho português que aprendi.
Invoco diversos tipos de argumentos com a promessa, porém, de não cair na superficialidade de alguns depoimentos básicos que tenho assistido. Tão básicos como este pequeno comentário que recebi por e-mail faz poucos dias e que reza assim:

“Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa.
Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Então, vejam alguns exemplos:

 

   Latim        Francês    Espanhol      Inglês       Alemão  Português Português(AO)
   Actor         Acteur        Actor          Actor        Akteur        Actor         Ator
  Factor       Facteur       Factor        Factor       Faktor        Factor        Fator
Protector   Protecteur   Protector    Protector   Protektor   Protector   Protetor

 

na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente. Se a origem está na Velha Europa, porque temos que imitar os do outro lado do Atlântico?
Porque será que os Ingleses não fizeram o mesmo com os Americanos?
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Língua de Camões.
Circulem este e-mail até chegar aos intelectuais que fizeram este acordo.”

Este depoimento para além de contar com todo o tipo de falácias possíveis e imaginárias (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia) está repleto de uma tamanha estupidez. A dimensão da boçalidade está inclusive ao nível das seguintes questões:
•    Então porque não falamos todos Latim?
•    Desde quando é que Acteur, Actor (Castelhano) e Akteur têm consoantes mudas?
•    Quem são os seres perigosos que habitam do outro lado do Atlântico?
•    Será que este acordo foi assinado por intelectuais de Camões?
O conteúdo da mensagem transcrita – claramente provido de sentimentos pouco ortodoxos em relação aos do outro lado do Atlântico – revela a maior das insensibilidades face a uma posição firme que o autor pretende demonstrar (É de salientar que os exemplos apresentados como Actor, Factor e Protector são uma pequena parcela da totalidade dos exemplos levantados).
Por mais voltas que dê à cabeça apenas consigo inventariar um argumento válido em oposição ao novo acordo ortográfico: “Não sou capaz de mudar” / “Não consigo aprender uma nova forma de escrever”. Antes de escrever o presente artigo realizei uma colheita de opiniões a desfavor de acordo ortográfico das quais destaquei:
•    Sou um purista da língua portuguesa;
Nesse caso escrevo: pharmácia, escriptório e cousas.
•    Considero um acto de subserviência ao povo Barsileiro.
Sem comentários (vide mais adiante).
•    Incomoda-me começar a escrever agora de um forma diferente do que aprendi.
Citando Nelson Mandela “Os tempos mudam e nós temos de ser suficientemente inteligentes para mudar com eles”.

Infelizmente constatei que no meu não pequeno inquérito ninguém utilizou o único argumento que consideraria válido.
Terminado este ataque à oposição ao acordo vamos ao que verdadeiramente interessa:

Razão n.º 1 – O novo acordo ortográfico promove a comunidade científica.
Falo um pouco da minha experiência pessoal. Como investigador na área de engenharia escrevi já alguns artigos científicos. Como bom profissional que tento ser, faço os possíveis por publicar em revistas com um bom impacto. De facto, já escrevi em português mas não para revistas portuguesas (não por falta de patriotismo mas sim pela primeira razão indicada). Não sou caso isolado, existem bastantes portugueses a publicar em revistas brasileiras mas o contrário já não se passa. A utilização do novo acordo ortográfico não só promove que os autores das ex-colónias portuguesas escrevam em revistas nacionais (aumentando o seu factor de impacto) como facilita as parcerias e criação de revistas “Luso-Tudo”.

Razão n.º 2 – O novo acordo ortográfico promove a cultura.
Quem já ouviu um ex-primeiro-ministro dizer que podia ter feito algo mais pela cultura? Um acordo ortográfico até que nem é mal jogado Sr. Sócrates. Quem nunca leu um livro de Jorge Amado, Paulo Coelho ou até poesia do grande Vinícius de Moraes? O Brasil recebe alunos universitários de todo mundo para estudar estes autores e poucos serão os portugueses que nunca ouviram falar deles. Em contrapartida, poucos serão os brasileiros que conhecem Saramago, Lobo Antunes ou até mesmo o grande Luíz de Camões que alguns exortam como o melhor poeta de sempre. Imaginem o grande mar de oportunidades que se abre para a literatura e cultura portuguesa com uma gramática unificada. Falo de cultura pois um raciocínio semelhante deve ser aplicado às restantes artes.

Razão n.º 3 – O novo acordo ortográfico promove a economia.
Sabiam que a língua castelhana está cotada entre as 5 maiores economias Espanholas? Olhando para a história, a aprendizagem de uma língua revela ser um ciclo virtuoso. Quanto maior o número de pessoas a falar determinado idioma maior o número de pessoas a querer aprendê-lo. Por outro lado, quem já foi ao estrangeiro e viu um menu de um restaurante traduzido em 10 línguas sem que o português conste na ementa? Sabiam que o português é o 5º idioma mais falado do mundo e o 6º idioma mais falado na Internet? Porque não aproveitar este pequeno tesouro que está à nossa disposição e utilizá-lo para estimular a nossa economia? Não sou especialista na matéria mas apreciaria receber turistas com vontade de conhecer o berço da língua portuguesa. Gostaria de observar pessoas intrigadas perguntando-se “que língua será esta?” enquanto olham o menu de um restaurante. Adoraria ter áudio-guias em português para quando visitasse uma exposição lá fora. Tal como no Brasil, gostaria de receber alunos estrangeiros interessados em estudar autores portugueses.

Razão n.º 4 – O novo acordo ortográfico promove o emprego.
Recentemente o nosso primeiro-ministro, com uma tirada infeliz, propôs a saída dos professores para leccionar no estrangeiro. Ora, a mensagem subliminar é clara: O governo não tem capacidade para resolver os problemas dos professores durante o/s seu/s mandato/s. A aplicação do novo acordo associada a todas as razões já enumeradas faria com que a língua portuguesa tivesse mais valor (sentido financeiro do termo). Maior valor na língua significaria mais gente querendo aprender Português (dentro e fora de Portugal). Faria com que textos, livros, artigos escritos em português tivessem valor acrescentado. Estimularia a procura de profissionais portugueses capazes de interpretar esses mesmos documentos. Acima de tudo abriria um mercado de emprego cada vez mais global e onde Portugal não se deve atrasar (outra vez).

Razão n.º 5 – O novo acordo ortográfico promove o alfabetismo.
Apesar de sermos considerados a geração mais formada de sempre os problemas de analfabetismo em Portugal não estão resolvidos. As vantagens da aplicação do novo acordo neste ponto preciso são evidentes. Conceptualmente, uma das razões da sua existência consiste na aproximação da fonética à escrita. Com efeito, a aprendizagem correcta da língua portuguesa dar-se-ia com muito maior facilidade não só pelos próprios portugueses como também por estrangeiros interessados em conhecer o nosso idioma.

Razão n.º 6 – O novo acordo ortográfico não é subserviente.
Na altura da separação das colónias espanholas, o império tomou uma decisão humilde e inteligente. Para manter a língua unificada, perspectivando possível valor futuro, a côrte espanhola implementou como gramática oficial do ex-império a que na altura era utilizada pelo povo Mexicano. A unificação mantém-se até aos dias de hoje sem nunca ter sido necessário recorrer a acordos posteriores. Este “rebaixamento” face ao novo mundo deveu-se exclusivamente ao maior número de mexicanos face a espanhóis. Sem querer colocar-me na cabeça de todos os espanhóis afirmo: Devem ser poucos os espanhóis que vivem incomodados com a constante subserviência face ao México desde há tantos anos.

Razão n.º 7 – O novo acordo ortográfico é solidário.
As razões que apresentei até agora são sustentadas por uma base de raciocínio um tanto ou quanto egoísta. Para vos defender a minha tese coloquei todas as razões sobre a perspectiva de como Portugal poderia retirar partido do acordo ortográfico. Países há, de língua oficial portuguesa, bastante mais necessitados do que nós. Todas as promoções que mencionei têm ainda maior impacto quando posicionadas em países, entre outros, como São Tomé, Guiné ou Timor. Não nos podemos esquecer que muita da pobreza que lá ficou é fruto da nossa descolonização. Agora que temos os meios para agir não vamos perder esta oportunidade.

Claro que as mudanças não acontecem de um dia para o outro. Contudo, e à falta de argumentos em contrário, que venha o novo acordo ortográfico.

Darei o meu melhor para me adaptar.

publicado por Miguel Ferreira do Amaral às 21:09
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8 comentários:
De Anónimo a 30 de Julho de 2012 às 16:12
Concordo inteiramente consigo, conforme poderá ver num artigo no meu blogue http://www.curvelo-garcia.blogspot.com.br/2012/01/o-acordo-ortografico.html.
Duas notas ao seu artigo:
- No referente à razão nº 1 - Sou Investigador e Diretor de uma revista científica (Ciência e Técnica Vitivinícola), editada em português e inglês, e uma das poucas revistas portuguesas indexadas no ISI (Web of Knowledge). O seu fator de impacto tem subido, graças ao Brasil, escrevendo artigos em língua portuguesa.
- No referente à razão nº 2 - Estou com frequência no Brasil e sei como os brasileiros bem conhecem Saramago, Lobo Antunes e Pessoa (veja-se a recente exposição sobre Pessoa, organizada pela Globo e pela Gulbenkian).
Parabéns pelo seu artigo!
AS Curvelo-Garcia


De Pedro Oliveira Reis a 10 de Janeiro de 2013 às 11:01
Sr.Miguel , é inegável o direito que tem a ter opinião. No entanto, convido-o a ler o acordo ortográfico e talvez mude a sua opinião. O seu erro está em acreditar que o AO unifica a língua portuguesa quando isso é falso - entre brasileiros e portugueses óptimo/ótimo passou a escrever-se da mesma forma (1-0 a favor do AO) mas recepção/receção que se escreviam da mesma forma passaram a escrever-se de forma diferente (1-1) e académico/acadêmico continuam como estavam com ortografia diferente (2-2), ou seja o AO introduz perturbação na língua portuguesa sem unificar absolutamente nada. Por outro lado, ao contrário do que afirma, com os milhares de facultatividades introduzidas pelo AO, o ensino do português fica muito mais difícil. Então para que serve o AO ? Na minha opinião não serve para nada e garanto-lhe que me tornarei acordista dedicado no dia em que alguém me conseguir explicar a sua utilidade. Pedro Oliveira Reis


De Pedro Oliveira Reis a 10 de Janeiro de 2013 às 11:09
Na altura em que escreveu o seu comentário ainda não se sabia mas agora já se sabe que: o Brasil adiou para 2016 a entrada em vigor definitiva do AO, Moçambique ainda não ratificou o AO, Angola não ratificou e já afirmou que não pretende ratificá-lo, a Sociedade Portuguesa de Autores recusa-se a utilizá-lo e o Parlamento Português criou uma comissão de deputados para auscultar escritores, linguistas, jornalistas e professores porque tem dúvidas sobre a utilidade do acordo ortográfico. Neste contexto não lhe parece mais sensato suspender a aplicação do Ao até que seja devidamente reformulado ? E não acha que o prestígio da língua portuguesa está seriamente afectado agora com 3 ortografias distintas - a brasileira, a portuguesa do AO-90 (em vigor em Portugal) e a portuguesa do AO-45 (em vigor em Angola e Moçambique) ?


De Cecília Enes Morais a 20 de Janeiro de 2013 às 15:18
Razão n.º 1 – O novo acordo ortográfico NÃO promove a comunidade científica. A leitura de artigos científicos ou outros sempre foi possível, apesar das diferenças ortográficas entre as variantes; se há dificuldades, estas devem-se à semântica e à sintaxe.
Razão n.º 2 - O novo acordo ortográfico NÃO promove a cultura. Não conheço um único português minimamente alfabetizado que não consiga ler «Jorge Amado, Paulo Coelho ou até poesia do grande Vinícius de Moraes»; e se há brasileiros que não conhecem autores portugueses, não é o «acordo» que lhos dará a conhecer, mas sim a leitura desses mesmos autores.

Razão n.º 3 – O novo acordo ortográfico NÃO promove a economia. O «acordo» promove a monopolização, sobretudo nas áreas da edição e da tradução.

Razão n.º 4 – O novo acordo ortográfico NÃO promove o emprego (ver número anterior). Ninguém quer aprender a língua portuguesa por causa do «acordo», nem esta substituirá as línguas ditas universais. Todos os alunos estrangeiros que conheço afirmam que o «acordo» dificulta a aprendizagem do português, e que lhes parece que estão a aprender várias línguas – o que se compreende pelas multiplicação de grafias e pelas diferenças que apontei no número 1 (daqui pode, ainda, inferir além «acordo»).

Razão n.º 5 – O novo acordo ortográfico NÃO promove o alfabetismo. A alfabetização consegue-se com o acesso à educação. Em relação aos estrangeiros, veja o número acima.

Razão n.º 6 – O novo acordo ortográfico É subserviente. Não percebi, mais uma vez, o seu raciocínio: por que razão haveriam os espanhóis de sentir “rebaixamento” se, como você diz, a gramática é a deles? Em relação à língua portuguesa, a variante brasileira divergiu da portuguesa por causa de influências internas e externas, o que implica que (1) não há unificação possível e (2) uma unificação forçada resultaria, necessariamente, da subserviência de uma das partes.

Razão n.º 7 – O novo acordo ortográfico NÃO é solidário. O «acordo» não erradica nem minimiza a pobreza em lado nenhum, a não ser no Brasil, que monopolizaria editoras e tradutores. Não é a ausência de cês e pês que gera riqueza, mas o dinheiro desperdiçado em acordos impossíveis seria muito útil à educação e à promoção da economia.


De Pedro Oliveira Reis a 22 de Setembro de 2013 às 02:26
D.Cecília peço desculpa mas não concordo consigo. O acordo ortográfico foi o melhor que aconteceu em Portugal nos últimos anos. Ora repare:
a) Promoveu a comunidade científica - desde a sua entrada em vigor, o número de artigos científicos escritos por portugueses ou brasileiros quintuplicou porque os portugueses não conseguiam ler o que os brasileiros escreviam e vice-versa e agora conseguem;

b) O AO promoveu a cultura - basta ler os diversos panfletos nesta campanha eleitoral para se perceber que os portugueses estão de facto muito mais cultos. Agora que entendemos com clareza a escrita dos brasileiros não há português que não traga um livro de Jorge Amado ou de Paulo Coelho debaixo do braço;

c) Promoveu a economia. E promoveu muito. O Pib subiu, a dívida e o desemprego desceram. Tudo graças ao acordo ortográfico;

d) Aumentou exponencialmente o número de estrangeiros a querer aprender português. Fazem bicha nos consulados exigindo a aprendizagem do português porque se era uma língua complicada agora está muitíssimo mais fácil. Penso até que já ultrapassou o inglês como língua mais utilizada no mundo... bendito AO...

e) O AO promoveu o alfabetismo. O abandono escolar é praticamente nulo porque os alunos sentem-se mais à vontade em todas as disciplinas. Basta entrar num qualquer chat de internet para se ver que os jovens portugueses melhoraram muito a forma de escrever desde que o AO entrou em vigor - talvez devido aos livros brasileiros que agora toda a gente lê;

f) O acordo ortográfico não é subserviente. Repare que a contagem de palavras alteradas em Portugal e no Brasil foi feita e o número é rigorosamente igual;

g) O AO é altamente solidário - graças a ele a pobreza foi completamente erradicada em Portugal e no Brasil. Porque é que os restantes países lusófonos não aplicam o AO ? Só há uma explicação: gostam de ser pobres em vez de se tornarem em países riquíssimos como nós e o Brasil somos agora;

Pedro Oliveira Reis


De José Cunha-Oliveira a 20 de Janeiro de 2013 às 17:35
http://www.facebook.com/groups/367844474926/?fref=ts


De Lucas a 8 de Abril de 2013 às 05:47
Olá! Sou brasileiro e, até então, contra ao Acordo - confesso que mais por nacionalismo que por razões linguísticas, visto eu ser um estudante de Letras. Eis como eu pensava:

http://www.escritoraovento.blogspot.com.br/2012/11/lingua-brasileira-ou-lingua-portuguesa.html

mas agora um argumento foi forte: ciência - com a língua unificada, os trames para que um brasileiro possa publicar em revistas portuguesas e vice e versa diminuem.

Ainda estou a pensar e a refletir muito a respeito, contudo, você acabou fazendo com que eu subisse em cima do muro.

P.s.: só uma observação: infelizmente estudamos somente autores portugueses nas escolas; Saramago e principalmente Fernando Pessoa são conhecidíssimos por cá.


De Nel Son a 30 de Dezembro de 2014 às 10:33
Uma coisa que os acordistas não sabem (ou não querem saber) é que a nova escrita vai, necessáriamente , alterar a pronúncia de várias palavras, fechando-lhes as vogais. v.g .: ninguém me consegue explicar, só para citar um exemplo entre muitos, como é que em RELAÇÃO eu leio relâção e em REDAÇÃO devo ler redáção .
Na verdade, a palavra REDAÇÃO pronunciada por um português só pode ler-se REDÂÇÃO !
Cada povo tem a sua vocalização. Só o Malaca Caneleiro e os seus amigos é que não sabem disso!


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“Os bajuladores são honrados e os homens de bem sujeitados. O mesmo arbítrio reina nos decretos do povo e nas ordens dos tiranos. Trata-se dos mesmos costumes. O que fazem os bajuladores da corte junto a estes, fazem os demagogos junto ao povo.”, Aristóteles.
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