Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Um Problema da Modernidade: Androfobia

Ser um Homem é ser diferente. A priori, ser um Homem engloba, entre outras coisas, não ser uma Mulher. O mesmo se passa para as senhoras - ser uma Mulher engloba, entre outras coisas, não ser um Homem. Pode parecer simples, mas nem todas as pessoas hoje em dia estão aptas para ver a diferença. Não há nada de igualitário ou democrático na virilidade. De facto, a virilidade é absolutamente anti-democrática - quando a definimos como o conjunto de qualidades que regem uma sociedade moral, sustentada no vigor, na coragem, na honra e na honestidade, vemos que não há espaço suficiente (pode tirar um ou dois fins-de-semana, no máximo), no homem viril, para a actividade masturbatória conhecida actualmente como angariação de votos. A democracia é, além de analfabetizante, (assinar com uma cruz as nossas preferências políticas é quase tão humilhante como um exame rectal) uma perversão do elemento feminino social. O concerto generelizado e compromissório é coisa que se aceita na gentil e descomplexada natureza das mulheres, aquela fábrica moral com que se mantém a paz nas sociedades e a harmonia nas famílias. Tomado em exagero, como no caso da sociedade democrática, desvirtua tanto o papel masculino como o feminino. O sufrágio universal tem apenas um efeito possível sobre os valores de bravura e virilidade que criaram a nossa civilização cristã e europeia - murcham-na. E de facto, não há paneleirice económica ou "causa social" que valha ao empreendedorismo do membro viril. O Homem.

 

(não fique o leitor mal impressionado, sou um democrata convicto, activo lutador contra a abstenção: nas últimas eleições votei em todos os partidos na lista de voto)

 

Então, se a própria política está contra aquilo que significa ser um Homem - sim, porque não basta nascer-se Homem, é preciso Ser um Homem - que dizer da Sociedade? É igualmente Androfóbica. A sociedade viril tem por fundações a relação pai-filho. Todo o jovem mancebo estremece quando pensa que vai ter de ouvir um ralhete do pai. Muitas vezes, o didático ralhete converte-se, num ataque de pia iluminação sacra, num bom par de estalos. O pior para a educação do mancebo é que a punição venha às prestações - o famoso "fizeste asneiras, meu menino, ficas de castigo no teu quarto". O jovem garboso não quer ficar no seu dormitório, onde não pode andar ao soco sujo com os colegas, ou dar beliscões nas perninhas das amigas - coisas que faz numa inocência quase cristã. Ele sabe que vai sofrer pela sua maldade, e vai sofrer a pronto - como um Homem. No entanto, a ética bancária de alguma burguesia - e mais uma vez, disfarçada de conselhos de psicólogos modernaços, a principal inimiga da virilidade, a paneleirice- parece ter convertido a Família, recinto mágico onde se endoutrina o Homem, numa sucursal do BES.

 

Sejamos justos com as crianças, e connosco - temos um quarto das habilidades técnicas que têm os nossos pais. Muitos de nós não sabem mudar uma lâmpada, fazer uma instalação eléctrica, desmontar uma árvore de Natal. A perda das habilidades técnicas, que são salutares ao espírito, devem-se à perda de contacto físico entre Pai e Filho. Separados na Galheta, afastados na Bricolage. Mas nem todas as famílias são o mesmo caso, nem o mal se prende apenas à acção maricas de alguns dos nossos pais modernos. A Televisão, a vida urbana, as delícias da vida dita "civilizada", têm um efeito terrível na produção de virilidade. Há dias um amigo queixava-se que o pai, de desconfiar dos jeitos citadinos dele, nem se sentia confortável para lhe ensinar a podar. E quem pode culpar os progenitores de se sentirem assim? Vejamos a postura de muita mancebia que por aí anda: costas curvadas, ombros descaídos, cabelo desgrunhado e figura desleixada propositada!!! (o que é, vejamos, o máximo de anti-virilidade possível) composição óssea a lembrar Auschwitz, sempre ao colo da namoradita ou a circular numa entourage de outros sodomitas iguais a ele. Os piores androfóbicos, senhores, somos nós. Se não reagirmos contra os abusos da nossa geração, seremos os últimos de uma orgulhosa raça de gente bem-humorada.

 

A Causa pela Virilidade: temos aliados políticos?

 

Não. O actual governo, apesar de se dizer de Direita ("direitinha") é contrário à virilidade. Ser viril é reagir de forma positiva às consequências dos seus actos. Este governo nunca terá coragem política para enfrentar cobardias sociais, como o aborto ou a discriminalização das drogas, ou o casamento homossexual, porque este governo é, para todos os efeitos, efeminizado.

O ataque ao tabaco é a típica coisa abichanada que um governo "direitinha" teria a ideia atrevida de apoiar. Já não falo da prometida proibição de venda de tabaco a retalho (não fora a democracia a castrar este outrora orgulhoso povo, e bastaria essa lei herética aos hábitos da comunidade para justificar um assalto ao parlamento, seguido de empalamento geral dos deputados - especialmente os da "direitinha", possivelmente mais acostumados à ideia do empalamento). Falo daquele promo publicitário em que aparecem criancinhas a falarem dos seus hábitos tabágicos com voz de gente crescida. A ideia, à primeira vista, é alertar para o facto de os putos, estando por perto, consomem fumo.

 

E o verdadeiro propósito? O verdadeiro propósito é androfóbico. O que a classe hermafrodita de pessoas que controlam a moral (ou imoral) pública quer é retroceder o Homem ao estado em que ele está mais facilmente susceptível - os seus anos de Rapaz.

São os hermafroditas os principais inimigos da sociedade viril. Trataram de pegar numa sociedade de Homens e Mulheres, e tranformaram-na numa Sociedade Comercial. Já não existe diferença oficial entre o macho e a fêmea na sociedade humana ocidental - ambos são caixas registadoras que copulam. Uma caixa registadora não educa filhos. A relação pai e filho foi a que mais sofreu com a desvirilização democrática da sociedade. Que será que um Homem pode falar com um projecto de Homem? Sobre partidos políticos? Nem pensar, se houver pudor cristão. Sobre o activismo na Amnistia Internacional, ou num movimento LGBT? Eles ainda não são a maioria de nós, e para falar em mariquices mais vale estar calado à mesa.

 

Três coisas restam a um pai que chegue cansado do trabalho, e a um filho que aguarde ansiosamente a vinda do seu mentor e amigo: Fátima (Deus e a Religião), Futebol (ou qualquer outro desporto que os una) e Fado (ou o Rancho, ou a Confraria, etc.). Exactamente o tipo de coisas consideradas pela paneleirice que nos governa desde 1974 como mesquinhices de Estado Novo. Sejam de Estado Novo ou Estado Velho, ao ritmo a que desaparecem, aí sim veremos a falta que nos fazia, num jantar cansado entre um pai e um filho, uma típica conversa de Homem.

publicado por Manuel Pinto de Rezende às 13:34
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4 comentários:
De Valerie Solanas a 24 de Janeiro de 2012 às 17:37
Sinto-me glorificada.


De Fernando Ferreira Leite a 24 de Janeiro de 2012 às 18:42
Passo apenas para te fazer saber que não concordo.


De Fernando Ferreira Leite a 24 de Janeiro de 2012 às 18:45
Agora que li continuo a não concordar.


De Carlos Velasco a 24 de Janeiro de 2012 às 19:40
Pois é, meu caro, nada como um mundinho de bichonas para que uma minoria disposta à violência faça o que deseja à maioria sem temor de uma reacção proporcional.
E se a doutrinação e a exclusão social não bastam, o prozac e o valium estão aí para curar as frustrações e conter os maus instintos que naturalmente brotam da injustiça.
Agora, faço questão de fazer uma observação para que os leitores desacostumados à linguagem honesta não pensem que isso é um ataque contra os homens que têm preferência por outros homens.
Nem todos eles são bichonas, e alguns são bem mais viris que alguns que dormem exclusivamente com mulheres mas se comportam de maneira nada viril, os tais coninhas.
Alexandre, Júlio César e Adriano, com seus defeitos e virtudes, tinham preferência por homens, mas não eram bichonas.

Um grande abraço.


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