Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Estes Impostos são um roubo - Outra perspectiva do mesmo problema.

Não discordo por completo da muito liberal análise macroeconómica do problema português feita pelo Gonçalo mas parece-me, e até porque já pensava escrever sobre ao assunto, que há mais para dizer do que já exposto. Os impostos são, de facto, e muitas vezes, entraves ao crescimento económico. No triste caso luso, então, ninguém tem muitas dúvidas de classificar como dramático a utilização do erário público e do “monstro” que se alojou no aparelho de estado.

Posto isto, onde é que discordo do Gonçalo, perguntarão os leitores que ainda não desistiram deste texto? Simples, nem todos os impostos são um roubo. É importante não esquecer que parte das receitas tributadas e entregue pelos contribuintes aos cofres do estado são devolvidas sob a forma de bens e serviços necessários não só ao bem-estar de cada mas também ao desenvolvimento económico. Existem, por este mundo fora exemplos bem sucedidos de wellfare state. Não podemos obviamente incluir, o pequeno estado lusitano, à beira-mar plantado, como um desses bons exemplos, já que depois de tentar construir um estado-social sob as defuntas fundações de um edifício tipicamente corporativista, teve o desplante de o tornar tipicamente esbanjador e totalmente viciado em crédito.

O estado-social merece as críticas de liberais como o Gonçalo. Merece-as sobretudo porque o modelo social de organização, privilegiou quem não devia ter privilegiado, apoiou o que não devia ter apoiado, mas mais do que tudo não criou o que devia ter criado: espaço e forma para crescer e investir.

Há 85 anos Keynes prenunciou com enorme entusiasmo o “Fim do Laisser-faire”, hoje, e após 30 anos de um modelo económico mitigado entre as teorias de Milton Friedman e os princípios básicos que orientaram o pensamento de Lord Beveridge, o Ocidente está falido. Antes de pensar gastar muito menos, não deveria o Estado pensar em gastar muito melhor?

publicado por JFC às 23:31
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1 comentário:
De Miguel Ferreira do Amaral a 14 de Fevereiro de 2012 às 12:45
Que o ocidente está falido não há dúvida.

Infelizmente, a razão da queda do mundo ocidental não é política. Vaticino um apocalipse total para todos países desenvolvidos dos mais liberais aos mais conservadores. Observamos uma transferência total de dinheiro que não temos como travar e as razões são puramente económicas. Solução? Deixamos a economia governar? Não sei… Não tenho solução, mas acho que ainda vamos viver tempo suficiente para ouvir falar de fecho de fronteiras.


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